Uma vez uma voz me sussurrou durante um sonho que tive, ela me dizia que eu começaria a contar para o mundo todos os segredos que há entre o céu e a terra, porém contaria todos esses segredos através de versos compostos ou talvez como mais conhecido, contos de terror, e aqui você desvenda o que existe nesse Universo paralelo, e descobre que o céu não é o limite, pois limite não existe.
sábado, 23 de maio de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
O doce olhar do mal.
Linda, doce que adorava animais assim é a jovem dessa história, em sua casa havia dois cãezinhos bem cuidados, havia ao lado uma vizinha má, que odiava os latidos dos cãezinhos da doce menina, certa noite a vizinha má cansada dos animaizinhos inocentes decidiu por um fim neles, dando chumbinho aos pobres inocentes.
Na manhã seguinte a doce menina acorda e se depara com uma cena horrível de se ver (principalmente aos amantes de animais), seus cãezinhos agonizando e já dando seus últimos suspiros, o que a vizinha não imaginava era que na casa da menina havia câmeras sendo assim a cara da mesma foi filmada.
Então resolve enterrar seus cães no quintal de casa com muita dor, era quase que dois filhos, não se conformava com a perda de seus animais que nunca fizeram mal a ninguém, após jogar o último grão de terra sobre a cova , a doce menina ergue a cabeça e cai uma última lagrima que é secada de imediato.
Entrando em seu quarto transtornada, veste uma roupa preta em luto aos seus animais, se olha no espelho, sua expressão facial era outra, como nunca fora visto antes, parecia que aquela doçura não existia mais ali, parecia uma expressão diabólica de quem queria justiça ou vingança de qualquer forma sobre a morte de seus animais.
Luvas nas mãos, botas nos pés, e tecido negro cobria todo o seu corpo, no fundo da casa havia um comudo especialmente de ferramentas de jardinagens e manutenções em geral, diga-se que seria uma "loja de brinquedos" para um psicopata, havia ali, de pequenas marretas até os mais pesados machados.
A bela garota do olhar doce que de doçura não existia mais ali, espera o por do sol, e se direciona até a porta da casa da vizinha, aquela que matou seus cachorros, sabia a hora exata da mulher chegar do serviço, sabia também que sempre descia do carro para destrancar o portão da garagem, havia ao lado da garagem alguns arbustos.
Já era noite, a vizinha desce de seu carro fazendo o procedimento dito acima, quando volta para guardar o carro é abordada pela menina dona dos cães, a mesma dá um sorriso extremamente diabólico para a mulher, braços estendidos para trás, parecia que escondia algo de que a vizinha ainda não podia ver.
-Me deixe em paz garota, não vê que estou cansada querendo guardar o meu carro?
-Mas eu só vim lhe desejar uma boa noite, sei que seus filhos estão viajando e voltam daqui um mês, não quer companhia?
-Não, só quero que me deixe em paz, a principio nunca mais ouvi aqueles seus cães latindo, por o acaso os doaram a outros donos? (ironiza)
Nesse momento a menina guarda o sorriso, e surpreende a mulher com um machado pouco menor a sua altura, e a obriga a entrar na casa, a mulher pede para que não a machuque, quando:
-Eu sei o que você fez na noite passada! sua maldita, eu vou acabar com você.
A menina quando diz isso arrasta sua vizinha pelos cabelos até o banheiro onde a empurra na banheira da suíte da mesma.
-Agora implore...vamos! sua filha da puta implore pela sua vida, eu quero que você se humilhe diante de mim, para que eu não te mate de uma forma mais cruel do que você fez com os meus filhinhos, os meus cãezinhos.
A mulher em choque não sabe como reagir, jamais imaginara que aquela menina sempre doce e sensível seria tão agressiva a tal ponto, tudo o que sai de sua voz é tentar sair daquela situação se desculpando por ter matado os cachorros que nada havia feito com ela para tal motivo.
Imediatamente, a menina ergue o machado, é fatal...sangue se esguicha por toda a banheira e azulejos, o ódio que havia nos olhos daquela menina dava medo em qualquer um, em pouco tempo ali parecia uma cena de um filme macabro.
A menina acaba de desmembrar aquela mulher, que matou seus cães, que não implorou por sua vida, e agora? quando terminou o "serviço", via-se sangue por todos os lados, até em sua roupa, precisava dar um jeito naquilo.
Uma imensa mala de viagem foi depositado os pedaços da mulher, enquanto isso, levou horas para lavar todo aquele banheiro, tomou banho naquela mesma banheira, e vestiu uma das melhores roupas da recém falecida, suas roupas com marcas do crime foi depositado em uma sacola escura, já era madrugada, a mala é arrastada pela garota até o porta malas do carro, juntamente com a sacola plástica com sua roupa.
O machado do crime seria essencial, chegando a um lugar deserto e escuro, tudo que ali clareava era os faróis do carro da mulher esquartejada, com certa dificuldade a menina cava uma cova pouco funda a qual deposita aquela mala de viagem e a enterra, álcool e fosforo elimina sua roupa, antes de sair daquele lugar o qual finaliza seu crime, a garota se aproxima novamente daquele tumulo que acabara de fazer e cospe em cima.
-Deveria ter implorado pela sua vida,hahaha..(leve gargalhada) você teve sua chance de implorar, meus animais não...sua maldita!
O carro da mulher é jogado de um alto precipício juntamente com o machado do crime,uma imensa chama de fogo 'lambe' o carro com a explosão do impacto, a mulher era sozinha, não tinha marido, seus filhos viviam viajando e raramente entravam em contato, logo, a menina muda completamente seu visual, antes de sair da casa daquela vizinha na noite do crime, reparou que seu leptop estava aberto com seu e-mail passando-se por aquela matadora de animais, a menina escreveu um breve texto para o patrão de sua vizinha: "Tive um problema com meus filhos, vou ter que viajar de imediato, volto ao trabalho assim que resolver, prometo explicar depois, ah, meu celular não pega lá, depois arranjo um telefone e te ligo".
Sem que ao menos algum outro vizinho desconfiasse de algo, já que a menina manteve um visual mais doce justamente para despistar a todos, vende sua casa em sigilo e tudo mais que tem de valor, providencia uma viagem sem volta, acelerando tudo o que precisa.
Seu destino é Canadá aonde tem uma amiga que sempre a convidou para morar com ela, amiga qual não desconfia dos ideais da garota de tal mudança de país, ao sair do aeroporto já no Canadá junto com sua amiga que a buscara a garota passa em frente a uma vitrine de uma loja de animais.
Lá estavam 2 filhotes de labradores, a garota fixava os olhos a vitrine enquanto aquele reflexo do vidro mostrava de volta aqueles dois olhos doces e meigos e um sorriso de batom vermelho sangue.
Enquanto isso no Brasil,o cadáver é encontrado pela policia e até então é um caso não solucionado, assim como há muitos casos de animais mortos cruelmente por humanos...desde que ainda não se topem com algum cãozinho de alguma doce menina que adora brincar de por um braço no lugar de uma perna.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
O amigo imaginário
"Você prometeu que jamais iria me abandonar, tudo que eu mais queria agora era você meu amigo, para poder conversar, veja só o meu estado moro nesse buraco nojento a anos, e todo o meu dinheiro vai...enfim amigo, eu só não suporto mais ficar sozinho nessa minha vida amargurada"...
Jhon não é muito sentimentalista muito menos tem o hábito de escrever, mas em uma noite, com o sangue cheio de álcool e um cigarro na mão decide pegar um pedaço de papel rasgado e escrever com a caneta de tinta falha o que vinha em mente, por volta dos seus 30 anos já não via mais graça na vida.
Lembrou na mesma noite de quando perdeu seus pais em um acidente de carro quando tinha 17 anos de idade, passou a ser criado pela avó com quem morou por 1 ano mas decidiu viver sozinho, sua vida transformou, Jhon passou a ver o mundo de outro jeito, não pensava mais em se casar e construir uma família, começou a usar drogas pesadas.
Assim que saiu da casa de sua avó hoje falecida, Jhon começou a trabalhar em uma loja e morar em um apartamento do sétimo andar cujo prédio tem como moradores prostitutas, rapazes usuários de drogas e casais problemáticos que vivem brigando.
Jhon atualmente trabalha em um restaurante onde lava pratos, gasta todo o seu dinheiro com drogas, bebidas e prostitutas, seu aluguel da espelunca em que mora está atrasado a 2 meses (de novo), o gordão barbudo como é chamado o dono do prédio já está quase o despejando, cansado de viver tudo isso lembrou de sua infância e de uma pessoa que mesmo após muitos anos sentiu falta...
Era Bob seu amigo aos 5 anos, apareceu do nada um certo dia em que Jhon teimou pela primeira vez com seus pais, Bob disse para manter em silêncio a sua existência caso quisesse ser amigo dele, apareceria para brincar com ele todos os dias e concordou com Jhon de ter teimado:
-Os adultos são muito chatos, não deixam nós crianças fazer nada, não zangue em ter levado bronca de sua mãe Jhon, continue teimando pra fazer raiva nela. (disse Bob).
Foi quando Jhon passou a ser manipulado pelo novo amiguinho, o qual surgia em seu quarto vindo do nada até pela madrugada rindo, fazendo trapalhadas e acordando o garoto, uma certa noite Bob queria muito brincar e surgiu perto da cama de Jhon que acabara de se deitar após estudar para a prova da escola que teria na manhã seguinte , Jhon cansado e bocejando pediu para que seu amigo fosse embora pois tinha que acordar cedo.
Bob, não disse nada, apenas ficou observando Jhon até que o mesmo pegasse no sono, e sumiu, assim que Jhon chegou da escola foi chamando bem baixinho por Bob, que ficou ausente durante o dia todo e alguns dias, a partir da noite seguinte o menino passou a ter pesadelos macabros todas as noites, sua mãe acordava com os gritos, o levou a algumas especialidades de médicos mas nada resolvia.
Numa manhã de domingo Jhon e seus pais decidem fazer um piquenique no belo gramado a beira da lagoa do bosque da cidade, estava um sol radiante, havia outras famílias curtindo o dia no mesmo local, Jhon parecia abatido e muito triste, sentia falta de seu amigo que ninguém mais conhecia, estava sumido há dias e prometeu que não contaria de sua existência para ninguém.
Tudo estava calmo, foi quando de repente Jhon escuta a voz de seu amigo Bob: -Ei Jhon, vem aqui, eu estou aqui, vem brincar comigo!
Mais que depressa o garoto avisa seus pais de que iria andar por perto, seu pai ordenou que não se aproximasse da lagoa pois era muito fundo, porém exatamente quando Jhon mais se aproximava da lagoa, mais a voz de Bob aumentava, incidentalmente os pais do menino se distraíram enquanto seu filho via Bob a margem do lago.
-Vem Jhon, vem brincar na água comigo amigo!
-Não posso Bob, papai disse que não é pra mim chegar perto da água pois é muito fundo.
-Poxa Jhon, você não é meu amigo, foi por isso que eu sumi, naquela noite você não quis brincar comigo, hoje você não quer...você nunca quer brincar comigo, eu vou sumir pra sempre de você.
Jhon já envergonhado com seu amiguinho por ter o domínio de seus pais, reflete, enquanto Bob diz que o pai do menino é mentiroso e que a lagoa é rasa e que poderiam se divertir muito na água, sob a vista de seu pai um pouco de longe, Jhon entra na água sem pensar duas vezes, enquanto vê Bob ainda na margem apenas observando e encorajando o garoto, até que quando o pai de Jhon corre rumo ao garoto já começando a se afogar.
Salvo pelo pai por pouco, Jhon, com dificuldade de respirar porém consciente vê Bob com um imenso sorriso no rosto, os pais questionam o garoto a contar porque teimou novamente mas sem resposta, o estranho foi no dia seguinte quando Jhon brincando em um dos 2 balanços amarrados em uma árvore do quintal, quando Bob surgiu para brincar com o menino no balanço ao lado, sua mãe pela janela da sala viu Jhon em um balanço e no outro não via ninguém... o balanço se movimentava sozinho.
Os anos foram passando e o segredo de Jhon sobre a existência de Bob nunca revelado a ninguém, apesar dos maus conselhos na infância, Jhon atualmente se lembra que não tinha outros amigos e que só Bob o entendia, e lamenta nunca mais o ter visto.
Jhon resolve tentar dormir, quando ouve um estranho ruido dentro de seu quarto, era Bob, aquela mesma criança com o mesmo jeito de menino levado, Jhon sorri (o que não fazia a anos)
-Venha Jhon, venha brincar comigo!
Completamente concentrado no que via, Jhon seguia seu antigo amigo de infância até a varanda com pouca segurança , Jhon com depressão, desgostoso com a vida, cansado das drogas e de comer prostitutas só pensava na inocência de quando tinha a idade que Bob ainda tem, tonto e com a vista embaçada Jhon segue seu amigo e se aproxima cada vez mais da pequena mureta de sua varanda do lado de fora, Jhon perde totalmente o equilíbrio e fica pendurado segurando a mureta com as duas mãos pelo lado de fora do sétimo andar de seu prédio,
Pede ajuda para Bob, mas só se escuta risadas e mais risadas, a força nos braços de Jhon acaba, ele aproveita para olhar o céu de sua última noite em vida, e assim se rende a cair do alto, antes de chegar ao chão fecha os olhos e sente ser engolido por uma treva infinita, o impacto de Jhon ao solo é fatal,
Nunca se soube de verdade quem era Bob, não era certo julgar que aquela criança malvada não passava de uma criação da mente de Jhon, tudo que se sabe sobre Bob é de um papel rasgado com tinta de caneta falha escrito por Jhon horas antes de morrer sobre o garoto que conheceu quando criança, há também algumas fotos que seus pais esconderam quando ainda vivos, de quando aparecia ao lado de Jhon uma figura de uma criança distorcida a qual não conseguiam entender já que trocavam de máquina de fotografar e sempre acontecia a mesma coisa.
Neste caso Bob poderia ser real, e ser um desencarnado vingativo ou até mesmo uma espécie de demônio. Mas para todos do prédio, e até mesmo para a policia, a morte de Jhon foi suicídio.
Jhon não é muito sentimentalista muito menos tem o hábito de escrever, mas em uma noite, com o sangue cheio de álcool e um cigarro na mão decide pegar um pedaço de papel rasgado e escrever com a caneta de tinta falha o que vinha em mente, por volta dos seus 30 anos já não via mais graça na vida.
Lembrou na mesma noite de quando perdeu seus pais em um acidente de carro quando tinha 17 anos de idade, passou a ser criado pela avó com quem morou por 1 ano mas decidiu viver sozinho, sua vida transformou, Jhon passou a ver o mundo de outro jeito, não pensava mais em se casar e construir uma família, começou a usar drogas pesadas.
Assim que saiu da casa de sua avó hoje falecida, Jhon começou a trabalhar em uma loja e morar em um apartamento do sétimo andar cujo prédio tem como moradores prostitutas, rapazes usuários de drogas e casais problemáticos que vivem brigando.
Jhon atualmente trabalha em um restaurante onde lava pratos, gasta todo o seu dinheiro com drogas, bebidas e prostitutas, seu aluguel da espelunca em que mora está atrasado a 2 meses (de novo), o gordão barbudo como é chamado o dono do prédio já está quase o despejando, cansado de viver tudo isso lembrou de sua infância e de uma pessoa que mesmo após muitos anos sentiu falta...
Era Bob seu amigo aos 5 anos, apareceu do nada um certo dia em que Jhon teimou pela primeira vez com seus pais, Bob disse para manter em silêncio a sua existência caso quisesse ser amigo dele, apareceria para brincar com ele todos os dias e concordou com Jhon de ter teimado:
-Os adultos são muito chatos, não deixam nós crianças fazer nada, não zangue em ter levado bronca de sua mãe Jhon, continue teimando pra fazer raiva nela. (disse Bob).
Foi quando Jhon passou a ser manipulado pelo novo amiguinho, o qual surgia em seu quarto vindo do nada até pela madrugada rindo, fazendo trapalhadas e acordando o garoto, uma certa noite Bob queria muito brincar e surgiu perto da cama de Jhon que acabara de se deitar após estudar para a prova da escola que teria na manhã seguinte , Jhon cansado e bocejando pediu para que seu amigo fosse embora pois tinha que acordar cedo.
Bob, não disse nada, apenas ficou observando Jhon até que o mesmo pegasse no sono, e sumiu, assim que Jhon chegou da escola foi chamando bem baixinho por Bob, que ficou ausente durante o dia todo e alguns dias, a partir da noite seguinte o menino passou a ter pesadelos macabros todas as noites, sua mãe acordava com os gritos, o levou a algumas especialidades de médicos mas nada resolvia.
Numa manhã de domingo Jhon e seus pais decidem fazer um piquenique no belo gramado a beira da lagoa do bosque da cidade, estava um sol radiante, havia outras famílias curtindo o dia no mesmo local, Jhon parecia abatido e muito triste, sentia falta de seu amigo que ninguém mais conhecia, estava sumido há dias e prometeu que não contaria de sua existência para ninguém.
Tudo estava calmo, foi quando de repente Jhon escuta a voz de seu amigo Bob: -Ei Jhon, vem aqui, eu estou aqui, vem brincar comigo!
Mais que depressa o garoto avisa seus pais de que iria andar por perto, seu pai ordenou que não se aproximasse da lagoa pois era muito fundo, porém exatamente quando Jhon mais se aproximava da lagoa, mais a voz de Bob aumentava, incidentalmente os pais do menino se distraíram enquanto seu filho via Bob a margem do lago.
-Vem Jhon, vem brincar na água comigo amigo!
-Não posso Bob, papai disse que não é pra mim chegar perto da água pois é muito fundo.
-Poxa Jhon, você não é meu amigo, foi por isso que eu sumi, naquela noite você não quis brincar comigo, hoje você não quer...você nunca quer brincar comigo, eu vou sumir pra sempre de você.
Jhon já envergonhado com seu amiguinho por ter o domínio de seus pais, reflete, enquanto Bob diz que o pai do menino é mentiroso e que a lagoa é rasa e que poderiam se divertir muito na água, sob a vista de seu pai um pouco de longe, Jhon entra na água sem pensar duas vezes, enquanto vê Bob ainda na margem apenas observando e encorajando o garoto, até que quando o pai de Jhon corre rumo ao garoto já começando a se afogar.
Salvo pelo pai por pouco, Jhon, com dificuldade de respirar porém consciente vê Bob com um imenso sorriso no rosto, os pais questionam o garoto a contar porque teimou novamente mas sem resposta, o estranho foi no dia seguinte quando Jhon brincando em um dos 2 balanços amarrados em uma árvore do quintal, quando Bob surgiu para brincar com o menino no balanço ao lado, sua mãe pela janela da sala viu Jhon em um balanço e no outro não via ninguém... o balanço se movimentava sozinho.
Os anos foram passando e o segredo de Jhon sobre a existência de Bob nunca revelado a ninguém, apesar dos maus conselhos na infância, Jhon atualmente se lembra que não tinha outros amigos e que só Bob o entendia, e lamenta nunca mais o ter visto.
Jhon resolve tentar dormir, quando ouve um estranho ruido dentro de seu quarto, era Bob, aquela mesma criança com o mesmo jeito de menino levado, Jhon sorri (o que não fazia a anos)
-Venha Jhon, venha brincar comigo!
Completamente concentrado no que via, Jhon seguia seu antigo amigo de infância até a varanda com pouca segurança , Jhon com depressão, desgostoso com a vida, cansado das drogas e de comer prostitutas só pensava na inocência de quando tinha a idade que Bob ainda tem, tonto e com a vista embaçada Jhon segue seu amigo e se aproxima cada vez mais da pequena mureta de sua varanda do lado de fora, Jhon perde totalmente o equilíbrio e fica pendurado segurando a mureta com as duas mãos pelo lado de fora do sétimo andar de seu prédio,
Pede ajuda para Bob, mas só se escuta risadas e mais risadas, a força nos braços de Jhon acaba, ele aproveita para olhar o céu de sua última noite em vida, e assim se rende a cair do alto, antes de chegar ao chão fecha os olhos e sente ser engolido por uma treva infinita, o impacto de Jhon ao solo é fatal,
Nunca se soube de verdade quem era Bob, não era certo julgar que aquela criança malvada não passava de uma criação da mente de Jhon, tudo que se sabe sobre Bob é de um papel rasgado com tinta de caneta falha escrito por Jhon horas antes de morrer sobre o garoto que conheceu quando criança, há também algumas fotos que seus pais esconderam quando ainda vivos, de quando aparecia ao lado de Jhon uma figura de uma criança distorcida a qual não conseguiam entender já que trocavam de máquina de fotografar e sempre acontecia a mesma coisa.
Neste caso Bob poderia ser real, e ser um desencarnado vingativo ou até mesmo uma espécie de demônio. Mas para todos do prédio, e até mesmo para a policia, a morte de Jhon foi suicídio.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Ingressos para o Inferno.
Um jovem casal recebe por correio um par de ingressos para usufruir de um parque de diversões que nem sabia que na cidade existia, no envelope em que estavam os ingressos não havia nada escrito, só era um envelope preto, e o endereço especificando até mesmo como chegar ao suposto parque, e por mais estranho que parecesse a jovem mulher disse ao marido que precisavam mesmo de se divertir e sair daquela rotina de casal. E até achou que os ingressos foram enviados de presente secretamente de suas amigas.
Já eram 18:00 horas, o céu já estava praticamente todo escuro, após se arrumarem, o casal entra no carro a caminho destinado ao parque com intenção de se divertirem, a moça até comenta que pretende comer muito algodão doce e pipoca, enquanto seu marido dá um leve sorriso e tenta ligar o carro que por ventura nem dava sinal, parecia que não era para ambos se deslocarem de casa naquela noite.
-É querida, parece que o carro morreu, não quer ligar.
-Que estranho, você usou ele hoje para trabalhar e nem deu problema!
Após algumas insistentes tentativas finalmente o carro liga, e os dois seguem rumo ao parque,seguindo um pequeno mapa que havia nos ingressos, enquanto dirigia, o rapaz por um momento de distração ao observar o estranho caminho que estavam percorrendo, quase atropela uma raposa cujo os olhos pareciam dois faróis avermelhados que aparecera no meio da estrada escura, de imediato o jovem faz um brusco desvio com o carro.
Em alguns segundos tudo parecia apenas um susto, o animal não foi atropelado, Ufa! respirava o casal aliviado, o trajeto após o fato parecia cada vez mais sombrio, ambos ficaram calados, não se via outros carros passando por ali, o mapa seguido parecia leva-los a um caminho montanhoso e sombrio.
-Moramos nesta cidade pequena a 5 anos desde que nos casamos e nunca havia vindo aqui antes, nem sabia que existia este lugar por aqui.
(disse o rapaz).
A jovem mulher permanecia calada, parecia hipnotizada pela paisagem que observava pela janela do carro, já dava pra ver uma enorme roda gigante,era o parque cada vez mais próximo, a sensação do casal de quando saíram de casa era diferente, independente do caminho estranho e sombrio, ambos não sentiam medo, na verdade pareciam não sentir mais nada, havia uma grande diferença de sentimento, pareciam tão concentrados em direção a roda gigante, que seus olhos já estavam vidrados e frios, pareciam mais olhos de uma vaca morta.
Finalmente o carro do casal chega a um parque,e a estranheza parecia só começar, ao estacionarem o carro antes de descer se via inúmeros outros carros,todos, sem exceção, todos, quebrados, vidros estilhaçados, alguns pareciam até que uma imensa pedra caíra em cima de tão danificados, aquele lugar parecia mais um cemitério de carros,
Havia também tanques de guerra totalmente enferrujados e danificados, veículos de todas as décadas, parecia não ter fim, foi quando arrumaram uma vaga no estacionamento que mais parecia exclusivo para o casal, o qual permaneciam frios e aparentemente hipnotizados,
Foi quando desceram do carro e finalmente chegaram em um imenso parque de diversões, pouco iluminado, e muito esfumaçado, seguiram rumo a bilheteria, aonde foram atendido por um estranho homem que estava de cabeça abaixada,não dava para ver o rosto,usava uma capa preta enorme e uma cartola de mágico, foi neste momento que casal entregava os ingressos ouvia uma risada perturbadora e fora do normal,
O homem da capa preta levantou o rosto, e o que se via era um rosto em decomposição, dentes afiados, e o mesmo olhar frio e vidrado, o casal não teve reação ao se deparar com a cena, o estranho receptivo da bilheteria apenas disse:
-Sejam bem vindos!
Foi quando os jovens se depararam com o carro deles completamente amassado,parecia que haviam sofrido um acidente fatal, e de fato tiveram suas mortes com ingressos enviados, na verdade quando desviaram do animal no meio da estrada o carro caiu em um precipício sem chances de sobrevivência, morreram e não perceberam, não se lembravam do acidente até a revelação do homem que os recebera seus ingressos,
Todos aqueles carros ali naquele estacionamento eram de outras almas que também receberam os mesmos ingressos do parque de diversões,
e assim que recebiam, morriam no caminho, mas chegavam ao destino do mapa que os guiavam, a manipulação da morte estava presente nas guerras, era ela que convidava soldados a darem um último suspiro,
assim como foi ela que fez isso com o jovem casal que só queriam sair da rotina, e chegava gente até a pé, não precisava estacionar, só precisava ter os ingressos do envelope preto em mãos,
E não era um mágico que apesar das vestes que os recebiam, mesmo porque a morte não é mágica, ela é real, portanto se receberem um ingresso para um parque de diversões num envelope preto com um mapa dentro, não se assuste, sinta-se aliviado, apenas não vá até o destino do parque, mesmo porque a morte não avisa quando chega, nem manda ingressos, ela chega de surpresa e é mais traiçoeira do que este conto!
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