Quando mais jovem eu morava no estado de Goiás numa pequena cidade,meu primo,eu e alguns amigos pegávamos nossas bicicletas e "explorávamos" fazendas da região, em nossas férias escolares então só aparecia em casa para almoçar e voltávamos somente quando escurecia.
Por entre fazendas confesso que cometemos pequenos crimes de moleque em roubar milho entre outros frutos em pomares, mas numa tarde das nossas aventuras meu primo nos revela um lugar onde viviam seres estranhos.
- E ai estão afim de conhecer um lugar? Que tal o pequeno riacho que fica daqui uns 15 minutos? Aquelas águas abrigam o nego d'água...
- Er...acho que é melhor não, eu não sei nadar direito e além do mais logo já começa escurecer (exclamei)
Naquele momento todos riram da minha cara e debocharam que eu estava com medo, de fato senti medo mesmo, afinal de tudo o que pouco acredito sobre criaturas sobrenaturais esse ser das águas é um.
Porém, todos jovens não queria depois ser o taxado como covarde, medroso...aceleramos em nossas bicicletas até chegar ao local, era um lindo riacho cercado por muitas árvores e plantas.
Meu primo nos contava que uma vez naquele mesmo riacho naquelas mesmas proximidades um casal atravessava num pequeno barco de madeira junto com o bebê deles recém nascido.
A criança estava sobre o colo da mãe que estava sentada próximo a ponta do barco e sendo amamentada enquanto o rapaz remava até o outro lado que dava acesso a uma outra fazenda a qual o casal iria.
Em uma distração do rapaz a mulher viu uma mão saindo debaixo da água mais exatamente debaixo do barco, a mão não era humana com 3 dedos com unhas grandes e bastante afiadas...
E então a mão ficou lá parada para o espanto da mulher que sussurrava para o seu marido que estava de costas remando, ao lado dele um facão para cortar a vegetação do caminho, ela olhava o facão sem se mover segurando seu bebê com força.
Ela tornava a sussurrar mais alto "Pegue o facão e corte...Pegue o facão e corte...." repetia a mulher até que por fim o homem deu um leve movimento olhando por entre o ombro esquerdo logo atrás aquela mão que estava longe de ser humana ou até mesmo um animal conhecido.
Ele voltou seu olhar pra frente como se nada tivesse visto e disse em tom de voz baixa "Afaste-se um pouco, no momento certo..." De repente o bebê parou de mamar e começou a chorar, chorava bem alto como se sentisse o perigo lhe ameaçando.
Quando a criança começou o choro a mão começou a se movimentar subindo junto a um estranho braço todo torto e enrugado que subia sobre o barco cada vez mais apressado, em um movimento ligeiro e brusco o homem pega o facão cortando a mão que separou daquele anti braço enrugado na hora.
O braço voltou pras profundezas do riacho na hora, a mão que ficou caída dentro do barco ainda movimentava os dedos com aquelas unhas que mais estavam para garras.
Meu primo após nos contar essa história que segundo ele é real e acontecera a anos, jura que aquele riacho é um dos lugares que mais ficaram isolados naquela região pois os antigos fazendeiros que ali moravam,mudaram-se após perder muitos de seus animais, mortos pelo nego d'água que saía do riacho a noite e andava pelos pastos.
Realmente só estava nós ali no cenário da suposta macabra história verídica.
- Bom! Agora que viemos e ouvimos uma história e tanto, acho que está na hora de pedalarmos rumo pra casa, daqui uma hora começa escurecer e temos que atravessar trilhas sobre pastos e...
Quando falava isso na esperança de sair de perto daquelas águas o mais rápido possível antes mesmo que ficasse escuro pra piorar, ouço um som de algo caindo na água, era dois de nossos 4 amigos pulando e brincando no meio do riacho.
Meu primo até alertou eles que de dentro da água chamava pra juntar no banho de riacho, e pra piorar ainda debochavam rindo:
- E ai será que o nego d'água vai nos pegar? (dizia um e ria)
-Espero que ele não tenha perdido a outra mão, senão como ele vai nos matar? (dizia o outro em tom de ironia)
Ficamos sem reação, até que um deles que estavam na água fazendo graça decide se afastar ainda mais de nós e nadando mais perto do meio do riacho.
Nesse momento ele começa a gritar chamando atenção do outro que nadava mais longe, achamos que era mais uma brincadeira de mau gosto, mas logo vimos que ele afundou como se algo o puxasse para dentro do riacho.
O outro amigo nosso saiu as pressas da água enquanto começamos a gritar pedindo socorro, logo uma caminhonete vem da estrada de terra até aonde estávamos.
-Pelo o amor de Deus que diabos estão vocês fazendo ai moleques? Não sabem que já morreu gente nesse local morto pelo nego d'água?
Era um homem de aparência simples usando um chapéu de couro em tom branco e manchado pelo desgaste, após o "puxão de orelha" do estranho ouvimos algo parecido com latidos de cachorro "Ou...ou...ou" repetia, mas não era latidos de cachorro, era um som que eu jamais tinha ouvido antes.
- Céus, vamos embora daqui, é o nego d'água, esse som é dele. (disse o homem)
Contamos sobre o nosso amigo na água para o homem mas ele apenas lamentou, dizia que uma vez que fosse pego por aquela criatura não tinha mais volta, seu corpo apareceu boiando na água repleta de sangue, quando resgataram o corpo, fomos impedidos pela polícia nossa permanência lá, mas vimos que faltava um olho, o rosto dele havia sinais de pequenos trituramentos, um dos pés segurado apenas por um tendão com sua carne e ossos expostos, eu levei muito tempo para voltar a dormir a noite após ver aquela cena.
No dia do enterro do nosso amigo, meu primo era o que mais estava abatido, se sentia culpado por aquela morte pelo fato de ter nos levado até lá achando que tudo não passava de uma lenda rural.
- Eu só queria assustar vocês, tinha as minhas dúvidas sobre o nego d'água, eu devia ter ouvido você quando disse para não irmos...
Me dizia, após sairmos do cemitério no final da tarde seguinte, olhamos para trás aquele tumulo "vazio" tampado com terra pura, uma simples cruz de madeira pintada de branco em sua cabeceira e uma pequena coroa de flores roxa envolvendo o topo da cruz, a partir desse dia meu primo nunca mais quis saber de locais dos quais tivessem lagos, córregos, riachos e etc...
Uma vez uma voz me sussurrou durante um sonho que tive, ela me dizia que eu começaria a contar para o mundo todos os segredos que há entre o céu e a terra, porém contaria todos esses segredos através de versos compostos ou talvez como mais conhecido, contos de terror, e aqui você desvenda o que existe nesse Universo paralelo, e descobre que o céu não é o limite, pois limite não existe.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Sala 22 - (Última Parte)
Alice estava preocupada comigo após o diretor sair do banheiro, próximo ao local onde falávamos assuntos sobre a chacina e mistérios que envolvia o mesmo.
Certa noite uma menina voltou pra nossa sala de aula chorando, ninguém entendeu, mas ela pegou seus materiais aos prantos dizendo que não voltava mais, ela disse que quando foi no banheiro todas as lâmpadas queimaram e todas as portas dos sanitários bateram sozinhas.
A escola ficava cada vez mais vazia a noite, propus a Alice por em prática o plano de descobrir o que tem por trás da porta trancada da sala 22, Alice insistia para que eu desistisse da ideia, mas foi em vão.
Alice e eu fugimos da aula do professor Nuno e corremos pra diretoria eu queria conversar com o diretor a respeito dos estranhos fenômenos na escola a noite, porém minha ida até lá rendeu bem mais do que isso.
Não havia ninguém na sala da diretoria, a porta estava aberta na mesa havia um casaco preto largado, fui até o bolso do casaco enquanto Alice se espantava pedindo pra não mexer em nada, com medo de sermos pegos, lá encontro uma chave com um durex branco anotado o numeral '22'.
- Bingo! Alice essa é a chave da sala 22, e é hoje mesmo que eu descubro o que esse diretor tanto esconde!
Alice e eu decidimos pegar nossos materiais na sala de aula enquanto houvesse troca de professores, e assim fizemos e nos escondemos no banheiro masculino, o plano era esperar todos irem embora e com nossas lanternas no celular abrir a porta da sala 22 sem que pudéssemos correr riscos de sermos pegos, após isso o plano de sair de lá era pular o muro.
Tudo parecia dar certo, até que escutamos passos entrando no banheiro, Alice e eu fomos pra última cabine e fechei bem a porta, dava pra ver pela parede de separação, o sanitário ao lado aquele par de sapatos negros novamente ali em pé, era o diretor bem ao nosso lado, fiz um gesto para Alice que diminuísse sua respiração e subisse no vaso para que o diretor não percebesse a nossa presença.
Logo aqueles passos fortes saem do banheiro e some ao lado de fora, passadas poucas horas as luzes da escola são todas apagadas, estávamos nós dois num silêncio total e também em total escuridão.
Naquele silêncio ouvimos mais gritos agudos vindo das salas e também do ginásio, Alice estava bastante assustada e arrependida de ter ficado no colégio comigo, porém consegui acalma-la.
Pegamos nossas lanternas do celular e fomos subindo as escadas, cruzando o corredor e por fim estávamos na porta da sala 22, respiramos fundo, mas não em tom de alívio mas sim num tom do tipo "Pronto,estamos preparados para ver o que tem ai dentro".
Quando enfim destranquei a porta, uma única lâmpada da sala em frente se acende sozinha, tentamos não ligar muito, poderia ser uma dessas lâmpadas que vivem piscando, ligando e acendendo...
Ao girar a maçaneta da misteriosa sala 22 logo entrei em seguida Alice se encoraja de fazer o mesmo, havia ali um cheiro de enxofre com formol, logo acendi as lâmpadas, o chão ali realmente estava repleto de manchas de sangue já escurecido pelo tempo, havia tais manchas também nas paredes.
O lugar estava repleto de velas de todas as cores também, havia velas negras, brancas, vermelhas...
Inclusive algumas acesas quase terminando de derreter, e por fim vejo aquele esqueleto, uma caveira bastante alta com seus ossos amarelados, seu crânio era gigante.
- É ela, essa é a caveira que foi usada nas aulas de Ciências aqui na escola, a mando do diretor...
- Alice...essa é a caveira do Nick! -Completei.
A caveira estava pendurada por uma espécie de barra de ferro parafusada na parede próximo ao quadro negro que estava escrito com giz branco a seguinte mensagem: "Aqui selamos as nossas mortes, aqui perdemos as nossas posses e aqui morremos fortes"
Havia também na sala 22, uma espécie de varal feito com barbante, e nele diversas fotos das vítimas mortas na chacina, havia uma foto pendurada com arame onde mostrava diversos corpos em sacos plásticos enfileirados no chão do ginásio da escola, outras fotos de mais mortos na chacina e por fim algumas fotos de uma criança, magra e cabeçuda, depois a criança adolescente e por fim aparecia Nick na última fase, quando matou e morreu.
Um imenso congelador ocupava por fim o fundo da sala, nos aproximamos e ficamos horrorizados quando vimos o corpo do ex-diretor lá congelado, aquele que espalhou informações detalhadas a respeito do diretor usar a caveira do autor da chacina na escola ha 25 anos atrás.
- Ai meu Deus, foi ele, foi o diretor quem matou ele, vamos embora, vamos embora daqui agora, vamos pular o muro dessa escola pra nunca mais voltar - Dizia Alice desesperada.
Eu por fim concordei com o novo plano de dar o fora dali logo, mas quando viramos pra sair, uma imensa treva cobre a sala, e quando tentamos correr as luzes se acendem, na porta estava o diretor, como sempre todo de preto.
Naquele momento os gritos agudos voltaram com tudo novamente, vinha dos corredores do pavilhão ao lado, do refeitório e do ginásio de esportes, as luzes da escola inteira começaram a acender e apagar sozinhas constantemente.
- Eu sempre venho aqui visitar essa sala nesse horário todos os dias, quando todos vão embora, e hoje quando senti a falta da chave previ de que teria visita, aliás, visitas! - disse o diretor seriamente e friamente.
- Olha, diretor, nós, nós... -Dizia Alice tentando buscar argumentos.
O diretor começou a sorrir, pela primeira vez vi aquele homem rígido de cara feia sempre, soltar um sorriso, mas aquilo não me parecia nada legal.
O diretor nos revelou que Nick era seu filho, mas ninguém nunca soube, cansado de ver o filho sofrer chacotas dos colegas e humilhações no banheiro do tipo molhar ele, ou desenharem um boneco com um cabeção nas paredes, ele decidiu então entregar uma arma de fogo para o garoto.
- Tome filho, leve essa arma e mate todos os seus colegas que te desenharam na parede, ou aqueles que apenas ri mesmo de você - relembrou o diretor pra nós ao que dissera ao Nick no dia da chacina.
- Você é um doente, você matou adolescentes de uma sala inteira, você matou seu próprio filho, você matou o ex-diretor - Gritava Alice
- E agora vou matar vocês dois - Disse o diretor tirando uma arma de seu paletó apontando então a arma para o nosso rumo.
Enquanto estávamos Alice e eu sob a mira da arma do diretor, ouvimos mais gritos e choros enquanto ele dizia que se o ex-diretor não tivesse entrado na sala 22 assim como nós, ele não teria o matado, revelou também que foi ele mesmo quem desenterrou a caveira de Nick no cemitério a noite, e que fez da escola o altar para o filho justo na sala em que a tragédia aconteceu anos atrás.
- Papai venha, venha comigo - uma voz sem corpo dizia.
O diretor emocionado perguntava se era Nick que estava ali, enquanto ele apontava a arma para qualquer lugar.De repente a voz some e novamente gritos agudos são escutados de longe dentre a escola.
- Vocês estão ouvindo? - dizia o diretor rindo em tom maléfico e continuava - Ouça os gritos, ha 25 anos esse colégio a noite é dominado pelos gritos, são eles, os mortos na chacina, e tem mais, eles estão por toda parte, assombram vocês nos banheiros, no ginásio e nos corredores, queimam as lâmpadas, batem as portas, são exatamente 25 anos esses malditos assombrando alunos e professores a noite...
Enquanto os gritos não calavam o diretor com seus olhos arregalados em nós aponta novamente a arma, jurava que seria o meu fim, e o pior sentimento de culpa por ter colocado Alice nessa.
Os gritos agudos vindo de todos os lados pareciam incomodar o diretor que ficava cada vez com uma expressão mais doentia, até que a imagem daquele homem de negro apontando uma arma para o meu rumo é interrompida por uma escuridão total.
Os gritos se calaram naquela hora, e um silêncio macabro dominava todo o colégio, Alice que segurava a minha mão logo a soltou quando senti seu desespero de aproveitar o escuro para tentar correr dali, senti Alice correndo e se afastando quando o silêncio é interrompido por um tiro.
Eu não senti tiro algum me atingindo, gritei por Alice, tentava procurar rastejando pelo chão o que aconteceu com ela, quando de repente as lâmpadas se acendem, vi Alice agachada no chão protegendo seu corpo com seus braços, ela estava assustada, mas estava bem, olhei pro quadro negro onde a mensagem escrita a giz branco "Aqui selamos as nossas mortes, aqui perdemos as nossas posses e aqui morremos fortes"
Estava com o branco do giz todo manchado de sangue.
O diretor estava caído ao chão, morto com um tiro na boca, e novamente a sala 22 é banhada a muito sangue, o sangue do diretor derramava feito cascata empoçando todo o chão.
Logo chamamos a polícia e explicamos o ocorrido, a perícia fez seu trabalho, merendeiras, professores, e alguns alunos e ex-alunos deram depoimentos a respeito do comportamento do diretor, Alice e eu não tivemos problemas com a justiça, "apenas" problemas psicológicos mesmo.
Mudamos para um outro colégio, até então a escola da macabra sala 22 passou a não realizar mais as atividades a noite, devido aos gritos e os fenômenos que continuavam a acontecer, a sala 22 permanece isolada, mas ouvi dizer que o novo diretor pretende demolir aquela parte da escola que foi batizada como a parte amaldiçoada.
FIM.
TRILHA SONORA:
Certa noite uma menina voltou pra nossa sala de aula chorando, ninguém entendeu, mas ela pegou seus materiais aos prantos dizendo que não voltava mais, ela disse que quando foi no banheiro todas as lâmpadas queimaram e todas as portas dos sanitários bateram sozinhas.
A escola ficava cada vez mais vazia a noite, propus a Alice por em prática o plano de descobrir o que tem por trás da porta trancada da sala 22, Alice insistia para que eu desistisse da ideia, mas foi em vão.
Alice e eu fugimos da aula do professor Nuno e corremos pra diretoria eu queria conversar com o diretor a respeito dos estranhos fenômenos na escola a noite, porém minha ida até lá rendeu bem mais do que isso.
Não havia ninguém na sala da diretoria, a porta estava aberta na mesa havia um casaco preto largado, fui até o bolso do casaco enquanto Alice se espantava pedindo pra não mexer em nada, com medo de sermos pegos, lá encontro uma chave com um durex branco anotado o numeral '22'.
- Bingo! Alice essa é a chave da sala 22, e é hoje mesmo que eu descubro o que esse diretor tanto esconde!
Alice e eu decidimos pegar nossos materiais na sala de aula enquanto houvesse troca de professores, e assim fizemos e nos escondemos no banheiro masculino, o plano era esperar todos irem embora e com nossas lanternas no celular abrir a porta da sala 22 sem que pudéssemos correr riscos de sermos pegos, após isso o plano de sair de lá era pular o muro.
Tudo parecia dar certo, até que escutamos passos entrando no banheiro, Alice e eu fomos pra última cabine e fechei bem a porta, dava pra ver pela parede de separação, o sanitário ao lado aquele par de sapatos negros novamente ali em pé, era o diretor bem ao nosso lado, fiz um gesto para Alice que diminuísse sua respiração e subisse no vaso para que o diretor não percebesse a nossa presença.
Logo aqueles passos fortes saem do banheiro e some ao lado de fora, passadas poucas horas as luzes da escola são todas apagadas, estávamos nós dois num silêncio total e também em total escuridão.
Naquele silêncio ouvimos mais gritos agudos vindo das salas e também do ginásio, Alice estava bastante assustada e arrependida de ter ficado no colégio comigo, porém consegui acalma-la.
Pegamos nossas lanternas do celular e fomos subindo as escadas, cruzando o corredor e por fim estávamos na porta da sala 22, respiramos fundo, mas não em tom de alívio mas sim num tom do tipo "Pronto,estamos preparados para ver o que tem ai dentro".
Quando enfim destranquei a porta, uma única lâmpada da sala em frente se acende sozinha, tentamos não ligar muito, poderia ser uma dessas lâmpadas que vivem piscando, ligando e acendendo...
Ao girar a maçaneta da misteriosa sala 22 logo entrei em seguida Alice se encoraja de fazer o mesmo, havia ali um cheiro de enxofre com formol, logo acendi as lâmpadas, o chão ali realmente estava repleto de manchas de sangue já escurecido pelo tempo, havia tais manchas também nas paredes.
O lugar estava repleto de velas de todas as cores também, havia velas negras, brancas, vermelhas...
Inclusive algumas acesas quase terminando de derreter, e por fim vejo aquele esqueleto, uma caveira bastante alta com seus ossos amarelados, seu crânio era gigante.
- É ela, essa é a caveira que foi usada nas aulas de Ciências aqui na escola, a mando do diretor...
- Alice...essa é a caveira do Nick! -Completei.
A caveira estava pendurada por uma espécie de barra de ferro parafusada na parede próximo ao quadro negro que estava escrito com giz branco a seguinte mensagem: "Aqui selamos as nossas mortes, aqui perdemos as nossas posses e aqui morremos fortes"
Havia também na sala 22, uma espécie de varal feito com barbante, e nele diversas fotos das vítimas mortas na chacina, havia uma foto pendurada com arame onde mostrava diversos corpos em sacos plásticos enfileirados no chão do ginásio da escola, outras fotos de mais mortos na chacina e por fim algumas fotos de uma criança, magra e cabeçuda, depois a criança adolescente e por fim aparecia Nick na última fase, quando matou e morreu.
Um imenso congelador ocupava por fim o fundo da sala, nos aproximamos e ficamos horrorizados quando vimos o corpo do ex-diretor lá congelado, aquele que espalhou informações detalhadas a respeito do diretor usar a caveira do autor da chacina na escola ha 25 anos atrás.
- Ai meu Deus, foi ele, foi o diretor quem matou ele, vamos embora, vamos embora daqui agora, vamos pular o muro dessa escola pra nunca mais voltar - Dizia Alice desesperada.
Eu por fim concordei com o novo plano de dar o fora dali logo, mas quando viramos pra sair, uma imensa treva cobre a sala, e quando tentamos correr as luzes se acendem, na porta estava o diretor, como sempre todo de preto.
Naquele momento os gritos agudos voltaram com tudo novamente, vinha dos corredores do pavilhão ao lado, do refeitório e do ginásio de esportes, as luzes da escola inteira começaram a acender e apagar sozinhas constantemente.
- Eu sempre venho aqui visitar essa sala nesse horário todos os dias, quando todos vão embora, e hoje quando senti a falta da chave previ de que teria visita, aliás, visitas! - disse o diretor seriamente e friamente.
- Olha, diretor, nós, nós... -Dizia Alice tentando buscar argumentos.
O diretor começou a sorrir, pela primeira vez vi aquele homem rígido de cara feia sempre, soltar um sorriso, mas aquilo não me parecia nada legal.
O diretor nos revelou que Nick era seu filho, mas ninguém nunca soube, cansado de ver o filho sofrer chacotas dos colegas e humilhações no banheiro do tipo molhar ele, ou desenharem um boneco com um cabeção nas paredes, ele decidiu então entregar uma arma de fogo para o garoto.
- Tome filho, leve essa arma e mate todos os seus colegas que te desenharam na parede, ou aqueles que apenas ri mesmo de você - relembrou o diretor pra nós ao que dissera ao Nick no dia da chacina.
- Você é um doente, você matou adolescentes de uma sala inteira, você matou seu próprio filho, você matou o ex-diretor - Gritava Alice
- E agora vou matar vocês dois - Disse o diretor tirando uma arma de seu paletó apontando então a arma para o nosso rumo.
Enquanto estávamos Alice e eu sob a mira da arma do diretor, ouvimos mais gritos e choros enquanto ele dizia que se o ex-diretor não tivesse entrado na sala 22 assim como nós, ele não teria o matado, revelou também que foi ele mesmo quem desenterrou a caveira de Nick no cemitério a noite, e que fez da escola o altar para o filho justo na sala em que a tragédia aconteceu anos atrás.
- Papai venha, venha comigo - uma voz sem corpo dizia.
O diretor emocionado perguntava se era Nick que estava ali, enquanto ele apontava a arma para qualquer lugar.De repente a voz some e novamente gritos agudos são escutados de longe dentre a escola.
- Vocês estão ouvindo? - dizia o diretor rindo em tom maléfico e continuava - Ouça os gritos, ha 25 anos esse colégio a noite é dominado pelos gritos, são eles, os mortos na chacina, e tem mais, eles estão por toda parte, assombram vocês nos banheiros, no ginásio e nos corredores, queimam as lâmpadas, batem as portas, são exatamente 25 anos esses malditos assombrando alunos e professores a noite...
Enquanto os gritos não calavam o diretor com seus olhos arregalados em nós aponta novamente a arma, jurava que seria o meu fim, e o pior sentimento de culpa por ter colocado Alice nessa.
Os gritos agudos vindo de todos os lados pareciam incomodar o diretor que ficava cada vez com uma expressão mais doentia, até que a imagem daquele homem de negro apontando uma arma para o meu rumo é interrompida por uma escuridão total.
Os gritos se calaram naquela hora, e um silêncio macabro dominava todo o colégio, Alice que segurava a minha mão logo a soltou quando senti seu desespero de aproveitar o escuro para tentar correr dali, senti Alice correndo e se afastando quando o silêncio é interrompido por um tiro.
Eu não senti tiro algum me atingindo, gritei por Alice, tentava procurar rastejando pelo chão o que aconteceu com ela, quando de repente as lâmpadas se acendem, vi Alice agachada no chão protegendo seu corpo com seus braços, ela estava assustada, mas estava bem, olhei pro quadro negro onde a mensagem escrita a giz branco "Aqui selamos as nossas mortes, aqui perdemos as nossas posses e aqui morremos fortes"
Estava com o branco do giz todo manchado de sangue.
O diretor estava caído ao chão, morto com um tiro na boca, e novamente a sala 22 é banhada a muito sangue, o sangue do diretor derramava feito cascata empoçando todo o chão.
Logo chamamos a polícia e explicamos o ocorrido, a perícia fez seu trabalho, merendeiras, professores, e alguns alunos e ex-alunos deram depoimentos a respeito do comportamento do diretor, Alice e eu não tivemos problemas com a justiça, "apenas" problemas psicológicos mesmo.
Mudamos para um outro colégio, até então a escola da macabra sala 22 passou a não realizar mais as atividades a noite, devido aos gritos e os fenômenos que continuavam a acontecer, a sala 22 permanece isolada, mas ouvi dizer que o novo diretor pretende demolir aquela parte da escola que foi batizada como a parte amaldiçoada.
FIM.
TRILHA SONORA:
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Sala 22 (Parte I)
Quando eu estava no segundo colegial tive que estudar a noite já que trabalha durante o dia todo, o colégio era público estadual, as salas eram bastante vazias, os corredores repleto de lâmpadas queimadas ou piscando quase a queimar.
Achei estranho uma escola daquele tamanho ter pouquíssimos estudantes a noite, parecia até sombrio aquele lugar, foi então que fiz amizade com uma garota que estudava na mesma sala que a minha, era a Alice, perguntei pra ela o porque de tão poucos alunos e tantos professores constantemente doentes.
- Ah! Você não sabe né? - disse Alice com uma expressão de quem iria fazer alguma revelação e que isso não seria muito fácil. Balancei a cabeça negativamente e ela continuou dizendo.
- Pois é, olha o que vou te contar aqui que fique entre a gente viu? Os professores e diretores sempre abafam esse assunto para evitar certos desconfortos.
Antes mesmo que Alice pudesse terminar, ou melhor, começar a me dizer o que acontecia naquele colégio, uma lâmpada acima de nós fez um estranho barulho de eletricidade começando a piscar, então afastamos pro outro lado da sala, quando ela continuou a falar pouco baixo enquanto o professor escrevia uma expressão numérica no quadro negro.
-Bom, isso já é um sinal de que estamos sendo observados o tempo inteiro.
-Mas observados por quem?
- Bom, você sabe que essa escola é muito antiga, pois é, ha exatamente 25 anos atrás um rapaz chamado Nick sofria Bullying por ele ser muito alto, bastante magro e tinha uma cabeça grande para o corpo esquelético, certo dia ele entrou na sala 22 que era a dele, armado, atirando em todos que ele via pela frente, matando quem o tratava com chacota e até inocentes daquela situação, saiu no jornal na época, dizem que a sala virou uma piscina de sangue e que até hoje a sala 22 é trancada porque as manchas de sangue no chão e nas paredes não saíram totalmente, desde então a sala foi proibida pelo diretor desde aquele dia a ser usada, Nick suicidou-se em seguida, aqui na escola mesmo, dizem que ele pegou uma corda e amarrou em seu pescoço se matando no ginásio. E sobre ser observado, coisas estranhas sempre acontece aqui a noite, tipo como se os espíritos dos mortos na chacina aqui tivessem presentes.
A história que Alice me contava realmente era surpreendente, naquela mesma noite quando cheguei em casa decidi pesquisar na internet e encontrei a notícia daquela chacina, havia fotos coloridas e em preto e branco, nas fotos mostravam diversos corpos juntos banhados com sangue, e em seguida fotos da remoção dos corpos em plásticos pretos, sendo retirados da sala 22, passando entre os corredores e o portão principal. E havia fotos até de Nick, morto pendurado em uma corda.
Realmente a história do passado do colégio que eu estudava já a 5 anos me deixou muito surpreso e assustado, eu sempre achei o diretor estranho, sempre vestido de preto, sério e bastante rígido e mau humorado, sempre deixava claro aos novatos que era proibido passar na porta da sala 22 sem contar o motivo.
As conversas com Alice sobre esse assunto começou a render,tanto que ela me dizia que o diretor é o mesmo desde aquela época por motivos desconhecidos,talvez seja sempre o melhor que só deixa o cargo morto, uma suposta lenda diz que o corpo de Nick ficou um bom tempo no laboratório sendo conservado em um enorme refrigerador já que a família de Nick não foi encontrada e que a documentação dele era falsificada.
Segundo a lenda da escola também, o corpo dele foi enterrado, porém sua caveira foi retirada, recolada e totalmente desinfectada, dizem que a caveira de Nick foi usada como a "caveira de estudos" das aulas de ciências, sim por um bom tempo seu esqueleto estava presente nas salas de aula como estudos sem que professores e alunos soubessem, apenas o diretor, até que tal informação foi vazada pelo ex diretor que desapareceu misteriosamente a 11 meses atrás. A partir de então todos perceberam que o famoso esqueleto foi substituído do laboratório por outro, e o antigo fora guardado na sala 22. E o ex diretor nem a polícia mais o encontrou.
- Alice você acha mesmo que seja apenas lenda tudo isso? Digo, fora a chacina que foi notícia nacional, o esqueleto, a fama de ouvir gritos nos corredores a noite, as lâmpadas sempre queimando,o desaparecimento misterioso do ex-diretor que supostamente espalhou a notícia sobre o diretor principal usar o esqueleto de Nick nas aulas, o que você acha de tudo isso?
- Eu acho que vocês dois estão de muito tititi e atrapalhando a minha aula - disse o professor de história furioso com a minha conversa com Alice e disparou - Estão convidados a tomar um ar lá fora você e a dona Alice.
Puxa, fomos expulsos da aula, pedi desculpas para Alice por ter interrompido a atenção dela a aula
-Tudo bem, a aula do professor Nuno estava chata mesmo, vem vamos sentar no refeitório - disse Alice
Fomos até ao refeitório sentamos no banco, ficamos de frente um pro outro sob a longa mesa de refeições e Alice enfim pôde responder a minha pergunta.
- Sabe, eu sei que essa informação toda é verdade, não é apenas lenda, tem alguma coisa estranha no diretor.
Por fim disparei:
- Eu também acho, o diretor sempre foi mesmo muito estranho, sempre de preto, sempre rígido e sempre frio! E quer saber Alice? Eu vou desafia-lo, eu vou dar um jeito de entrar na sala 22, e vou descobrir porque o diretor não reformou a sala e sim preferiu tranca-la esses anos todos, somente ele tendo acesso, sem falar que essa história do sumiço do ex-diretor está muito estranha.
Alice me aconselhou a largar tal curiosidade, enquanto ela falava ouvimos um forte grito com um som agudo vindo do ginásio de esportes, ficamos calados, do refeitório conseguimos ver que o ginásio estava trancado e todo escuro.
Resolvi ir então até ao banheiro que também ficava próximo do refeitório, após usar fui até a pia de onde havia um espelho, enquanto lavava as mãos vi pelo reflexo do espelho dois pés com sapatos negros por baixo da porta de um sanitário, de repente a porta se abre e o diretor sai, ele vai até a pia próxima de mim e faz o mesmo, pelo espelho ele me olha com aquele olhar frio, mas ao mesmo tempo um olhar ameaçador e sai.
Ao voltar pro refeitório pergunto se Alice viu o diretor passando indo ao banheiro, ela negou e confirmou que viu apenas ele saindo do banheiro passando pelo refeitório e dando sermão na mesma por estar fora da aula, e seguiu seu caminho, isso era um péssimo sinal pois estávamos muito próximos do banheiro conversando um assunto que a pessoa que menos podia ouvir, supostamente podia estar ouvindo tudo de dentro do banheiro masculino.
A dúvida pairou sobre nossas cabeças como uma nuvem negra que ameaça chuva e vai se espalhando.
- Tomara que ele não tenha escutado nada sobre essa conversa, esse homem fica mais estranho a cada ano, e torce pra ele não ter ouvido principalmente quando você tocou no assunto do desaparecimento misterioso do ex-diretor, afinal quem garante que Nick foi o único assassino da história deste colégio? - Dizia Alice.
CONTINUA...
Trilha sonora dessa História:
Trilha sonora dessa História:
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Os Devolvidos - (O paradeiro de Sara)
Experiências de vida marcam a nossa história, e se tem uma história que eu vivi, vou lhes contar...
Tudo começou quando eu Jhony fui até a zona rural da cidade buscar cereais, dirigia minha caminhonete solitário ouvindo música Country no rádio (talvez para entrar no clima no lugar para onde eu ia).
O sol estava forte naquele dia, mas chegando em uma longa estrada estreita de terra pude perceber que logo cairia um diluvio por aquela região, o vento ficava cada vez mais forte balançando as folhas da vegetação na beira da estrada, e o sol começara a sumir por entre nuvens escuras.
Puxa vida! Aquela estrada parecia não ter mais um fim, a fazenda que eu ia buscar milhos e soja parecia estar correndo de mim, havia árvores altas e bastante folheosas por quase todos os lados.
Enfim a chuva chega forte com toda a força da natureza furiosa, o vento me deixou apavorado diante de tantas árvores ao redor da estrada quase se espatifando seus galhos e troncos uma a uma.
E por pouco uma árvore logo a frente não cai sobre meu veículo comigo, mais atrás outros tantos galhos e muita lama, fiquei preso no meio da estrada de terra sem poder seguir em frente e nem voltar, e se permanecesse ali, as árvores ao redor podiam cair em cima de mim.
Não tive outra escolha, desci as pressas da caminhonete e senti as rajadas de vento a me empurrar, corri logo dali agora um novo perigo: desafiar raios que já matara animais por aqueles pastos.
Percorri um caminho desconhecido sobre uma vasta vegetação de milho que me fez chegar até uma casa no final, não era uma fazenda, parecia uma casa abandonada...
Me aproximei me protegendo da tempestade sobre uma varanda, gritei na esperança de que algum morador aparecesse por ali, confesso que levei o local e o estado daquela casa sob a aparência do morador, que me deu até um pouco de espanto ao imaginar aquela porta se abrindo de dentro pra fora.
Decidi insistir e bati na porta, "Toc...toc...toc..." imaginei que não seria necessário uma quarta batida, supondo que dali sairia um velho com seus 90 e poucos anos, cabelos brancos com tom cinza escondido sobre um chapéu de palha desgastado e seus dentes cerrotes.
Mas por minha surpresa ninguém abriu aquela porta, realmente o estado daquela casa era de abandono, trovejava bastante, não pensei duas vezes quando abri a porta, estava até destrancada.
Ao adentrar, pude ver que realmente não havia morador ali, mas estranho era que havia mobília, móveis desgastados, na sala tinha um sofá com dois lugares todo rasgado e em frente uma pequena estante com uma tv daquelas bem antigas.
Na cozinha havia uma geladeira enferrujada, mesa de madeira sendo devorada pelos cupins, entrei por um outro comodo, era um quarto, a cama de ferro também estava enferrujando com um colchão de molas quebradas em cima, sem energia e a tempestade que não parava mais, decidi deitar um pouco, estava ensopado da chuva o que me deixou indisposto onde acabei dormindo.
Acordei talvez 40 minutos depois com um barulho de quem estava batendo algo com madeira sobre a parede na sala, "Mas há moradores aqui?" pensei, poderia ser outra pessoa também querendo se proteger da tempestade, fui cautelosamente com passos lentos até a sala.
Fui me protegendo sobre a parede até poder descobrir do que se tratava o som, mas era a janela que abriu com o vento, notei que parte do forro de madeira havia caído na cozinha, ao fechar a janela vi na varanda uma perna de porco dependurada em uma corda amarrada sobre a madeira que sustentava o telhado.
meu coração disparou naquela hora, a perna de porco balançava sobre o vento que assoprava forte, e sangue escorria daquela perna, alguém acabou de coloca-la ali agora, fui até a porta abrindo devagar, olhei pra um lado e para o outro, e vi apenas o milharal "dançando" com o tempestivo vento.
Não era possível, aquela perna de porco não apareceria ali pendurada sozinha, e nem animais por ali havia, entrei fechando a porta arrastando aquele velho sofá sobre a mesma na esperança de estar mais seguro ali.
Logo tudo escureceria total, e a tempestade parecia só piorar, lembrei do meu celular mas quando pus a mão no bolso da minha jaqueta notei que celular ali não tinha, certamente perdi no milharal quando fugia da chuva.
Passei a sentir medo quando pensava estar protegido, foi uma sensação de que a qualquer momento escutaria o barulho da porta sendo arrombada e o sofá sendo arrastado para dar a passagem para o autor daquele pedaço de perna de porco pendurada lá fora.
Já no quarto e tremendo de frio e agora também de medo, um novo som vinha do lado de fora, passos firmes sobre o assoalho da varanda "Meu Deus é agora que arrombam a porta" pensei.
Os passos lentos e fortes se aproximava da porta, permaneci no quarto pouco iluminado, congelei, prendi a respiração e procurei esconderijo sem fazer quaisquer barulho, em baixo da cama fiquei por alguns minutos, senti bastante medo mas os passos lá fora não foram mais escutados.
Foi quando senti um cheiro estranho embaixo daquela cama, literalmente algo não me cheirava bem, foi quando senti que havia algo ali, pus a mão no objeto que mais parecia um galho seco com tecido fino e podre, sai dali e puxei o que parecia ser um galho era na verdade um corpo em elevado estado de decomposição.
Corri dali direto pra cozinha na esperança de lavar as mãos na pia, abri a torneira onde gastou segundos para sair um liquido, parecia água com um tom avermelhado, seria sangue aquilo?
Cada vez mais arrependia de estar ali, abri a geladeira na esperança de encontrar água limpa, por dentro a geladeira colecionava centenas de cabeças e crânios humanos.
Reconheci uma cabeça que ainda não havia entrado em total decomposição, se tratava de uma moça que estava desaparecida a anos, aliás não era mais tão moça, mas reconheci, era o rosto de Sara uma mulher que estava sendo procurada pela mãe e sua irmã, foi noticia internacional, e talvez um dos supostos maiores casos de abduções por Extra terrestres da história.
Porém ali na minha frente vi que Sara não foi levada por uma nave e sim morta por alguma pessoa,"Ela deve ter ficado presa aqui esses anos todos até ser decapitada" pensei alto quando ouvi a porta da sala tentando ser aberta na força.
Novamente corri pro quarto e fechei a porta segurando a maçaneta com toda a força que alguém na mira de um terrível assassino cria, finalmente a porta da sala abre, ouvi o sofá sendo arrastado e passos fundos apressados vindo justo na minha direção.
Quando os passos chegaram em direção a porta do quarto logo uma força veio a tentar puxar a maçaneta, começamos então uma "queda de maçanetas" eu medindo forças contra alguém do outro lado da porta, sabia que não conseguiria e nem podia manter aquela situação por muito tempo, logo um teria que ceder, e com toda certeza a pessoa do outro lado da porta não estava ali para desistir.
De repente a maçaneta para de se movimentar mas permaneço a segurando, nesse momento tudo volta a sua "tranquilidade" ouvindo apenas o som da chuva, me passou naquele momento um filme na minha cabeça de desde quando naquela casa cheguei, a perna de porco pendurada, o corpo fétido ali no quarto, e cabeças na geladeira, sendo uma delas a de Sara.
Voltei em mim quando uma machadada atravessa a porta no meio quase me atingindo, tentei me encurvar afastando para permanecer segurando a maçaneta, mas as machadadas danificavam cada vez mais a porta até eu deixar que abram a porta.
Pronto era o meu fim, a porta se abre e eu afasto dela, um homem usando chapéu de agricultor e vestes negras e longas surge na minha frente com o machado na mão.
Seu rosto era todo desfigurado, parecia ter sofrido queimaduras que derretera toda a pele facial, o homem dá um sombrio sorriso para mim se aproximando erguendo o machado em suas mãos.
Antes que pudesse ser atingindo consegui desviar por pouco, e isso foi acontecendo sucessivamente enquanto ele quebrava o que sobrou daqueles móveis...
Consegui correr até lá fora, já perto do milharal ainda sob forte vento e chuva acabei escorregando na lama e caindo ao chão, o homem me alcança com seu machado ainda em mãos, mas antes que ele pudesse agir gritei perguntando:
- Porque você escondeu a Sara aqui? O que fez para fazer uma pessoa se passar por ela no encontro de sua mãe?
não sabia se a pergunta era "delicada" demais para a situação, ele poderia me responder ou me matar de vez quando eu permanecia no chão caído. Até que ouço
- Ela (Sara) não estava aqui esses anos todos, eu a encontrei caída no milharal semi nua no meio de um dos símbolos que aqueles malditos deixaram por esses pés de milho, eu tive que mata-lá quando ela começou a matar meus animais para beber o sangue todo os esquartejando logo em seguida, no dia que ela quis fazer isso comigo eu a arranquei lhe sua cabeça, a dela e de tantos outros que foram abduzidos por eles e depois devolvidos, inclusive animais, eles sempre são devolvidos a origem de seus planetas, e quando eles volta, eles voltam diferentes, ou você mata eles ou eles te matam, todos estes que você viu mortos apareceram em meu milharal após serem devolvidos por Extra Terrestres...(disse o homem)
- Mas então porque está querendo me matar também, eu não fui abduzido e logo devolvido por eles, me deixe sair daqui agora que eu juro que não vou chamar a polícia (era obvio que eu ia chamar a polícia assim que saísse daquela tensão!)
- Você não pode ir embora daqui, você não se lembra de nada né? Aposto! Todos começam assim, bonzinhos, e com amnésia por alguns dias ou meses, mas logo querem beber sangue e matar animais e humanos que verem pela frente! Porque será que você sentiu tanta vontade em olhar pra aquele sangue que escorria da perna do porco que eu usei para lhe testar? Pensa que não vi é?
- Você é realmente louco cara!
Naquele momento o homem ergue seu machado o mais alto que conseguiu e quando tentou me atingir pulei do chão e corri pelo milharal encharcado, olhando logo atrás o homem corria também em minha direção cortando milharal com seu machado.
Corri o mais rápido possível até chegar em minha caminhonete, abri a porta imediatamente enquanto aquele sujeito me alcançava, antes que pudesse fechar a porta por dentro por inteiro ele me alcança com o seu machado.
Consigo enfim trancar quase perdendo a mão com uma machadada que quebrara o vidro da janela do meu veículo, não havia saída, a caminhonete já estava atolada na lama enquanto o homem dá sua segunda machadada sobre o vidro me fazendo afastar, um imenso galho da árvore cai sobre o mesmo.
Fui me aproximando devagar até o poder avista-lo e o vejo caído desacordado enquanto a tempestade já perde sua força aos poucos e eu confisco o maldito machado.
Após alguns dias fiquei sabendo que aquele homem estava internado num hospício aqui da cidade, e o caso de Sara volta a explodir mundialmente em toda a imprensa, agora porém com um final trágico.
Após investigações de policiais, médicos, cientistas e até mesmo conclusões de funcionários da nasa, juntando com os relatos daquele homem que enlouquecera, tudo indica que Tanto as pessoas mortas por ele quanto Sara, haviam sido abduzidas por Extra terrestres.
Uma espécie de DNA destes seres são aplicadas em humanos fazendo com que os mesmos tornam-se da mesma raça, porém podendo transformar em sua forma original quando bem entenderem, somente na terra, já que Segundo familiares de Sara a viram transformada e um deles antes de voltar para uma nave e sumir em seguida, deixando para trás animais de seu padrasto mortos e uma pessoa.
"-Quem de fato é abduzido e devolvido, jamais será a mesma pessoa, nem o mesmo ser, seu comportamento será agressivo e seu alimento será sangue, ou você o mata ou ele te mata, Sara estava cheia de DNA Allien e se estivesse viva, jamais seria a mesma, assim esse ano de 2020 foi declarado o fim de um mistério que levou muitos anos a respeito de Sara, e a vitória de novos resultados da ciência. Encerro o nosso programa de hoje dizendo ESTE CASO FOI SOLUCIONADO!!!" - Finalizava o apresentador do programa Casos não Solucionados apresentados todas as terças-feiras em um canal pago.
FIM.
Tudo começou quando eu Jhony fui até a zona rural da cidade buscar cereais, dirigia minha caminhonete solitário ouvindo música Country no rádio (talvez para entrar no clima no lugar para onde eu ia).
O sol estava forte naquele dia, mas chegando em uma longa estrada estreita de terra pude perceber que logo cairia um diluvio por aquela região, o vento ficava cada vez mais forte balançando as folhas da vegetação na beira da estrada, e o sol começara a sumir por entre nuvens escuras.
Puxa vida! Aquela estrada parecia não ter mais um fim, a fazenda que eu ia buscar milhos e soja parecia estar correndo de mim, havia árvores altas e bastante folheosas por quase todos os lados.
Enfim a chuva chega forte com toda a força da natureza furiosa, o vento me deixou apavorado diante de tantas árvores ao redor da estrada quase se espatifando seus galhos e troncos uma a uma.
E por pouco uma árvore logo a frente não cai sobre meu veículo comigo, mais atrás outros tantos galhos e muita lama, fiquei preso no meio da estrada de terra sem poder seguir em frente e nem voltar, e se permanecesse ali, as árvores ao redor podiam cair em cima de mim.
Não tive outra escolha, desci as pressas da caminhonete e senti as rajadas de vento a me empurrar, corri logo dali agora um novo perigo: desafiar raios que já matara animais por aqueles pastos.
Percorri um caminho desconhecido sobre uma vasta vegetação de milho que me fez chegar até uma casa no final, não era uma fazenda, parecia uma casa abandonada...
Me aproximei me protegendo da tempestade sobre uma varanda, gritei na esperança de que algum morador aparecesse por ali, confesso que levei o local e o estado daquela casa sob a aparência do morador, que me deu até um pouco de espanto ao imaginar aquela porta se abrindo de dentro pra fora.
Decidi insistir e bati na porta, "Toc...toc...toc..." imaginei que não seria necessário uma quarta batida, supondo que dali sairia um velho com seus 90 e poucos anos, cabelos brancos com tom cinza escondido sobre um chapéu de palha desgastado e seus dentes cerrotes.
Mas por minha surpresa ninguém abriu aquela porta, realmente o estado daquela casa era de abandono, trovejava bastante, não pensei duas vezes quando abri a porta, estava até destrancada.
Ao adentrar, pude ver que realmente não havia morador ali, mas estranho era que havia mobília, móveis desgastados, na sala tinha um sofá com dois lugares todo rasgado e em frente uma pequena estante com uma tv daquelas bem antigas.
Na cozinha havia uma geladeira enferrujada, mesa de madeira sendo devorada pelos cupins, entrei por um outro comodo, era um quarto, a cama de ferro também estava enferrujando com um colchão de molas quebradas em cima, sem energia e a tempestade que não parava mais, decidi deitar um pouco, estava ensopado da chuva o que me deixou indisposto onde acabei dormindo.
Acordei talvez 40 minutos depois com um barulho de quem estava batendo algo com madeira sobre a parede na sala, "Mas há moradores aqui?" pensei, poderia ser outra pessoa também querendo se proteger da tempestade, fui cautelosamente com passos lentos até a sala.
Fui me protegendo sobre a parede até poder descobrir do que se tratava o som, mas era a janela que abriu com o vento, notei que parte do forro de madeira havia caído na cozinha, ao fechar a janela vi na varanda uma perna de porco dependurada em uma corda amarrada sobre a madeira que sustentava o telhado.
meu coração disparou naquela hora, a perna de porco balançava sobre o vento que assoprava forte, e sangue escorria daquela perna, alguém acabou de coloca-la ali agora, fui até a porta abrindo devagar, olhei pra um lado e para o outro, e vi apenas o milharal "dançando" com o tempestivo vento.
Não era possível, aquela perna de porco não apareceria ali pendurada sozinha, e nem animais por ali havia, entrei fechando a porta arrastando aquele velho sofá sobre a mesma na esperança de estar mais seguro ali.
Logo tudo escureceria total, e a tempestade parecia só piorar, lembrei do meu celular mas quando pus a mão no bolso da minha jaqueta notei que celular ali não tinha, certamente perdi no milharal quando fugia da chuva.
Passei a sentir medo quando pensava estar protegido, foi uma sensação de que a qualquer momento escutaria o barulho da porta sendo arrombada e o sofá sendo arrastado para dar a passagem para o autor daquele pedaço de perna de porco pendurada lá fora.
Já no quarto e tremendo de frio e agora também de medo, um novo som vinha do lado de fora, passos firmes sobre o assoalho da varanda "Meu Deus é agora que arrombam a porta" pensei.
Os passos lentos e fortes se aproximava da porta, permaneci no quarto pouco iluminado, congelei, prendi a respiração e procurei esconderijo sem fazer quaisquer barulho, em baixo da cama fiquei por alguns minutos, senti bastante medo mas os passos lá fora não foram mais escutados.
Foi quando senti um cheiro estranho embaixo daquela cama, literalmente algo não me cheirava bem, foi quando senti que havia algo ali, pus a mão no objeto que mais parecia um galho seco com tecido fino e podre, sai dali e puxei o que parecia ser um galho era na verdade um corpo em elevado estado de decomposição.
Corri dali direto pra cozinha na esperança de lavar as mãos na pia, abri a torneira onde gastou segundos para sair um liquido, parecia água com um tom avermelhado, seria sangue aquilo?
Cada vez mais arrependia de estar ali, abri a geladeira na esperança de encontrar água limpa, por dentro a geladeira colecionava centenas de cabeças e crânios humanos.
Reconheci uma cabeça que ainda não havia entrado em total decomposição, se tratava de uma moça que estava desaparecida a anos, aliás não era mais tão moça, mas reconheci, era o rosto de Sara uma mulher que estava sendo procurada pela mãe e sua irmã, foi noticia internacional, e talvez um dos supostos maiores casos de abduções por Extra terrestres da história.
Porém ali na minha frente vi que Sara não foi levada por uma nave e sim morta por alguma pessoa,"Ela deve ter ficado presa aqui esses anos todos até ser decapitada" pensei alto quando ouvi a porta da sala tentando ser aberta na força.
Novamente corri pro quarto e fechei a porta segurando a maçaneta com toda a força que alguém na mira de um terrível assassino cria, finalmente a porta da sala abre, ouvi o sofá sendo arrastado e passos fundos apressados vindo justo na minha direção.
Quando os passos chegaram em direção a porta do quarto logo uma força veio a tentar puxar a maçaneta, começamos então uma "queda de maçanetas" eu medindo forças contra alguém do outro lado da porta, sabia que não conseguiria e nem podia manter aquela situação por muito tempo, logo um teria que ceder, e com toda certeza a pessoa do outro lado da porta não estava ali para desistir.
De repente a maçaneta para de se movimentar mas permaneço a segurando, nesse momento tudo volta a sua "tranquilidade" ouvindo apenas o som da chuva, me passou naquele momento um filme na minha cabeça de desde quando naquela casa cheguei, a perna de porco pendurada, o corpo fétido ali no quarto, e cabeças na geladeira, sendo uma delas a de Sara.
Voltei em mim quando uma machadada atravessa a porta no meio quase me atingindo, tentei me encurvar afastando para permanecer segurando a maçaneta, mas as machadadas danificavam cada vez mais a porta até eu deixar que abram a porta.
Pronto era o meu fim, a porta se abre e eu afasto dela, um homem usando chapéu de agricultor e vestes negras e longas surge na minha frente com o machado na mão.
Seu rosto era todo desfigurado, parecia ter sofrido queimaduras que derretera toda a pele facial, o homem dá um sombrio sorriso para mim se aproximando erguendo o machado em suas mãos.
Antes que pudesse ser atingindo consegui desviar por pouco, e isso foi acontecendo sucessivamente enquanto ele quebrava o que sobrou daqueles móveis...
Consegui correr até lá fora, já perto do milharal ainda sob forte vento e chuva acabei escorregando na lama e caindo ao chão, o homem me alcança com seu machado ainda em mãos, mas antes que ele pudesse agir gritei perguntando:
- Porque você escondeu a Sara aqui? O que fez para fazer uma pessoa se passar por ela no encontro de sua mãe?
não sabia se a pergunta era "delicada" demais para a situação, ele poderia me responder ou me matar de vez quando eu permanecia no chão caído. Até que ouço
- Ela (Sara) não estava aqui esses anos todos, eu a encontrei caída no milharal semi nua no meio de um dos símbolos que aqueles malditos deixaram por esses pés de milho, eu tive que mata-lá quando ela começou a matar meus animais para beber o sangue todo os esquartejando logo em seguida, no dia que ela quis fazer isso comigo eu a arranquei lhe sua cabeça, a dela e de tantos outros que foram abduzidos por eles e depois devolvidos, inclusive animais, eles sempre são devolvidos a origem de seus planetas, e quando eles volta, eles voltam diferentes, ou você mata eles ou eles te matam, todos estes que você viu mortos apareceram em meu milharal após serem devolvidos por Extra Terrestres...(disse o homem)
- Mas então porque está querendo me matar também, eu não fui abduzido e logo devolvido por eles, me deixe sair daqui agora que eu juro que não vou chamar a polícia (era obvio que eu ia chamar a polícia assim que saísse daquela tensão!)
- Você não pode ir embora daqui, você não se lembra de nada né? Aposto! Todos começam assim, bonzinhos, e com amnésia por alguns dias ou meses, mas logo querem beber sangue e matar animais e humanos que verem pela frente! Porque será que você sentiu tanta vontade em olhar pra aquele sangue que escorria da perna do porco que eu usei para lhe testar? Pensa que não vi é?
- Você é realmente louco cara!
Naquele momento o homem ergue seu machado o mais alto que conseguiu e quando tentou me atingir pulei do chão e corri pelo milharal encharcado, olhando logo atrás o homem corria também em minha direção cortando milharal com seu machado.
Corri o mais rápido possível até chegar em minha caminhonete, abri a porta imediatamente enquanto aquele sujeito me alcançava, antes que pudesse fechar a porta por dentro por inteiro ele me alcança com o seu machado.
Consigo enfim trancar quase perdendo a mão com uma machadada que quebrara o vidro da janela do meu veículo, não havia saída, a caminhonete já estava atolada na lama enquanto o homem dá sua segunda machadada sobre o vidro me fazendo afastar, um imenso galho da árvore cai sobre o mesmo.
Fui me aproximando devagar até o poder avista-lo e o vejo caído desacordado enquanto a tempestade já perde sua força aos poucos e eu confisco o maldito machado.
Após alguns dias fiquei sabendo que aquele homem estava internado num hospício aqui da cidade, e o caso de Sara volta a explodir mundialmente em toda a imprensa, agora porém com um final trágico.
Após investigações de policiais, médicos, cientistas e até mesmo conclusões de funcionários da nasa, juntando com os relatos daquele homem que enlouquecera, tudo indica que Tanto as pessoas mortas por ele quanto Sara, haviam sido abduzidas por Extra terrestres.
Uma espécie de DNA destes seres são aplicadas em humanos fazendo com que os mesmos tornam-se da mesma raça, porém podendo transformar em sua forma original quando bem entenderem, somente na terra, já que Segundo familiares de Sara a viram transformada e um deles antes de voltar para uma nave e sumir em seguida, deixando para trás animais de seu padrasto mortos e uma pessoa.
"-Quem de fato é abduzido e devolvido, jamais será a mesma pessoa, nem o mesmo ser, seu comportamento será agressivo e seu alimento será sangue, ou você o mata ou ele te mata, Sara estava cheia de DNA Allien e se estivesse viva, jamais seria a mesma, assim esse ano de 2020 foi declarado o fim de um mistério que levou muitos anos a respeito de Sara, e a vitória de novos resultados da ciência. Encerro o nosso programa de hoje dizendo ESTE CASO FOI SOLUCIONADO!!!" - Finalizava o apresentador do programa Casos não Solucionados apresentados todas as terças-feiras em um canal pago.
FIM.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Sara a Desaparecida - PARTE FINAL
Anna é casada com Mr. Thompson um fazendeiro que herdou de seu pai uma das maiores plantações de milho dos Estados Unidos, localizado em algum lugar no Texas.
Anna era viúva até conhecer Thompson com quem é casada a 10 anos, ele também era viúvo e não teve nenhum filho, já Anna tem duas filhas, Meg que é casada e mora em Las Vegas e Sara a mais velha...
Anna sabe que Sara não foi mais vista desde 1996 após um misterioso clarão vindo do céu na madrugada em que sumiu, porém não aceita dizer que tem apenas uma filha até que Sara seja encontrada viva ou morta!
Anna morava com seu marido na fazenda em meio a a um infinito milharal, Mr. Thompson as vezes precisava viajar a negócios e Anna ficava sozinha com a empregada que dormia no serviço.
Em uma dessas viagens de seu marido, Anna em uma determinada noite tem um sonho com Sara, já havia sonhando muito com ela mas não de tal forma, Sara aparecia em seu sonho criança brincando e correndo com uma boneca nos braços no meio do milharal da fazenda, Sara sorria muito no sonho.
Anna acorda com o vento batendo um galho de uma árvore na janela de vidro do quarto, acende o abajur ao lado da cama e começa a olhar pelo vidro da janela a luz da lua iluminar o milharal que movimentava suas folhas com o forte vento noturno.
Distraída em seus pensamentos sobre o sonho, Anna é surpreendida por um estranho movimento em parte da plantação de milhos quase próximo da casa, não era o vento parecia que alguma pessoa estava andando sobre a plantação.
Anna olha atentamente para o movimento insistente, desce a escada correndo e vai direto pra varanda sorridente começa a gritar:
- Sara, Sara é você? Sara minha filha volta!
Anna é surpreendida pela empregada que pergunta se está precisando de alguma coisa, Anna com expressão de pouca esperança olha para a empregada e sobe "murcha" novamente para o seu quarto e dorme.
Na manhã seguinte Anna é acordada com batidas na porta de seu quarto, era a empregada com um tom de voz alegre a chamando, era quase 8:00 h.
- Mrs. Anna venha ver o que aconteceu...
Anna mal se troca da camisola de dormir e segue a empregada que a guia para o milharal, havia imensos quilômetros de plantações derrubadas ao chão, formando símbolos redondos e retos.
Caminhando agora sozinha até em alguma parte do misterioso símbolo Anna encontra uma pessoa deitada no chão, ela se aproxima, era uma mulher usando um vestido desbotado e muito rasgado, era Sara desacordada, bastante magra olhos fundos, cabelos sem vida quase sem cor alguma, pele bastante pálida.
Sara virou novamente notícia no mundo inteiro, uma febre nos noticiários, documentários, pesquisas na internet sobre o seu caso...
Após passar por médicos, tratamentos tanto físicos quanto mentais, Sara finalmente pode voltar a ter uma vida "normal" ao lado de sua mãe e seu novo pai, Sara ficou alguns anos em observação em uma clínica especialmente pra ela, pôde sair de lá em 2020.
Algum lugar do Texas... ano de 2020, Sara finalmente se encontra preparada para o seu primeiro dia de sua nova vida ao lado da mãe que está radiante de felicidade.
Sobre a morte do rapaz que o acompanhava em 1996 e teve o corpo partido ao meio e sem uma gota de sangue, Sara dizia não saber o que aconteceu com ele, não sabia ao menos o que aconteceu com ela, Sara não se lembrava de nada após o baile de primavera em sua universidade em 1996.
Sara era doce como antes, mesmo seu desaparecimento durante esses anos e ainda sendo encontrada em um milharal sendo um verdadeiro mistério, Anna só queria viver uma nova vida com sua filha sem especular muito por onde ela esteve.
Enquanto esteve na clínica por 5 anos, Sara sempre se deu bem com sua mãe e seu padrasto, o tratava como um pai, estava sempre sorrindo, tinha bom comportamento e fazia planos para o futuro.
A primeira noite de Sara na fazenda deixou Anna um tanto curiosa ao ver que a filha antes de seu desaparecimento era vegetariana e lutava pelos direitos dos animais, agora pedindo para a empregada fazer um bife mal passado "quase sangrando" exigia Sara.
No dia seguinte Anna via Sara bebendo sangue do pescoço da galinha que a empregada matou para o almoço, assim que a empregada saiu para buscar algo na cozinha sua filha sem perceber que estava sendo observada bebia, usando uma das mãos para limpar o sangue que escorria de sua boca até o pescoço.
Anna preferiu não fazer perguntas até então, mas andou percebendo mudanças também no comportamento de Sara a cada dia, a moça parecia cada vez mais agressiva, certa noite quase matou um dos cachorros da fazenda a pauladas porque latia muito.
" -2020 é o ano em que tudo antes existia apenas em filmes passou a tornar realidade, exceto os "eternos" mistérios relacionados a ÓVNIS, mas o caso de Sara poderia finalmente ser uma resposta para esse mistério que sempre fez da humanidade diversas perguntas..."
Dizia isso um apresentador de um programa de casos não solucionados o programa passava todas as terças a noite em um canal pago, Anna desliga a tv, dizendo para sí mesma "- Quando será que essa mídia vai parar de perseguir a minha filha?"
Com o passar dos dias Anna acorda com gritos na cozinha da fazenda, era Sara e Mr.Thompson tendo uma discussão, Anna entra no meio com uma expressão de quem está chocada e desnorteada ao mesmo tempo.
O padrasto acusava Sara de matar alguns animais da fazenda, a enteada ficava agressiva com tais acusações.
-Sara a empregada viu você entrando pela cozinha de madrugada enquanto ela bebia água, você entrou toda suja de sangue pelo lado de fora, como você pode explicar isso? (Gritava Mr Thompson querendo resposta).
As roupas de sara estavam quase sempre manchadas de sangue, e não era menstruação, animais como galinhas, porcos, bodes e até uma vaca apareceram mortos na fazenda completamente sem sangue em seus corpos.
A discussão termina quando Sara da um salto único em direção a varanda e some por algumas horas no milharal, Após a volta de Sara, Anna nunca mais teve paz, brigas em seu casamento que antes não acontecia, tornou-se frequente.
Na noite da discussão de Mr. Thompson e Sara, a mesma ainda não havia mais aparecido para o desespero de Anna, que mal conseguia dormir de preocupação.
Quando Anna consegue dormir logo acorda com gritos lá fora, ela e seu marido correm as pressas até o local e encontra a empregada morta no chão com o rosto todo desfigurado.
Ao lado do corpo estava Sara que foi surpreendida com as mãos sujas de sangue, Mr Thompson em uma reação brusca consegue um forte pedaço de madeira na varanda e golpeia Sara que desmaia e é levada até o quarto onde o mesmo a tranca lá dentro.
O sol já estava nascendo e Mr. Thompson liga pra polícia para o pranto de Anna, após desligar o seu moderno celular lançado primeiro nos EUA, o homem aguarda a chegada da polícia tentando acalmar a sua esposa.
Naquele momento diversas aves de diversas espécies da região sobrevoam agitados dali como se tivessem fugindo de alguma coisa, o céu pouco alaranjado pelo amanhecer é interrompido por uma forte luz branca que se aproximava da fazenda.
Era um ÓVNI sobrevoando cada vez mais abaixo, enquanto aquele objeto voador estava parado sobre a fazenda, Anna e Mr. Thompson escutavam barulhos vindo de dentro da casa como se alguém tivesse batendo forte uma porta.
Após isso o barulho era do tipo um rosnado de um animal gripado, era alto e assustador, Anna e Mr. Thompson com medo se afastavam do som ao lado de fora.
É quando passa na frente do casal um ser meio cinza com verde muito alto, até fazia lembrar um corpo humano se não fosse pela textura da pele e as longas pernas parecidas com as de um cavalo.
A criatura usava as roupas que Sara estava usando, mas naquele momento estava rasgada, o ser caminha reto em direção ao milharal e bem de longe próximo as montanhas é visto subindo através da luz que vinha do céu naquele momento, até que ambos desaparecem em segundos.
Anna corre para o quarto aonde Mr Thompson havia trancado Sara, e lá, havia uma porta aberta, a janela de vidro também entreaberta com as cortinas balançando sobre o movimento do vento.
"-Sara não era realmente Sara, um "deles" veio ou foi enviado ao nosso planeta sem motivo esclarecido, tudo o que estudos e relatos dizem ainda é que "eles" tem inteligência superior a nossa e podem se disfarçar perfeitamente como um de nós,passando-se por uma pessoa, e que atire a primeira pedra quem ai da plateia agora confia em outro ser humano como se ele fosse realmente um ser humano..."
Dizia o apresentador do "Casos não solucionados" da tv paga ligada na sala da fazenda do Mr. Thompson em que Anna assistia, após o encerramento do programa, a mesma pega o controle e desliga a tv.
Anna abatida segura uma foto de Sara a abraçando olhando pela janela de vidro do seu quarto, ela caça cada movimento no milharal e suas pupilas sobe rumo ao céu estrelado, ainda abraçando a foto de Sara, Anna sussurra para sí mesma mas como se tivesse conversando com Sara. "- Filha, você queria ser astronauta e ver o espaço de perto, e hoje é bem mais do que isso...é uma estrela agora"
Anna perdeu as esperanças de rever a sua verdadeira filha Sara e passou o resto de sua vida acreditando que Sara foi morta pelos Extra Terrestres no espaço, e que seu corpo virou um corpo celeste no espaço...uma estrela.
"-...E se em outras eras existiam os Caça-Fantasmas, 2020 é a era Caça Extra Terrestres, após o caso do Et que se passou por Sara, os EUA reforçou a invenção de uma espécie de arma que identifica quem é humano e quem é Extra Terrestre disfarçado de humano. A "arma" foi aprovado pelo Governo americano que exige agora ser usada por policiais nas fronteiras no deserto entre o México principalmente, aonde imigrantes tentam entrar no país ilegalmente,e não perca Terça-Feira que vem, uma entrevista exclusiva com George Willians, cientista que estuda casos sobre Extra Terrestres, ele irá nos contar o que poderia ter acontecido de verdade no misterioso caso de Sara que nunca mais foi vista nem viva e nem morta..."
Finalizava o apresentador sob aplausos da plateia no programa enquanto Mr.Thompson cochilava no sofá da sala com a tv ligada, até que subitamente o sinal de transmissão do canal cai e um "formigueiro" toma conta da tela.
FIM.
Anna era viúva até conhecer Thompson com quem é casada a 10 anos, ele também era viúvo e não teve nenhum filho, já Anna tem duas filhas, Meg que é casada e mora em Las Vegas e Sara a mais velha...
Anna sabe que Sara não foi mais vista desde 1996 após um misterioso clarão vindo do céu na madrugada em que sumiu, porém não aceita dizer que tem apenas uma filha até que Sara seja encontrada viva ou morta!
Anna morava com seu marido na fazenda em meio a a um infinito milharal, Mr. Thompson as vezes precisava viajar a negócios e Anna ficava sozinha com a empregada que dormia no serviço.
Em uma dessas viagens de seu marido, Anna em uma determinada noite tem um sonho com Sara, já havia sonhando muito com ela mas não de tal forma, Sara aparecia em seu sonho criança brincando e correndo com uma boneca nos braços no meio do milharal da fazenda, Sara sorria muito no sonho.
Anna acorda com o vento batendo um galho de uma árvore na janela de vidro do quarto, acende o abajur ao lado da cama e começa a olhar pelo vidro da janela a luz da lua iluminar o milharal que movimentava suas folhas com o forte vento noturno.
Distraída em seus pensamentos sobre o sonho, Anna é surpreendida por um estranho movimento em parte da plantação de milhos quase próximo da casa, não era o vento parecia que alguma pessoa estava andando sobre a plantação.
Anna olha atentamente para o movimento insistente, desce a escada correndo e vai direto pra varanda sorridente começa a gritar:
- Sara, Sara é você? Sara minha filha volta!
Anna é surpreendida pela empregada que pergunta se está precisando de alguma coisa, Anna com expressão de pouca esperança olha para a empregada e sobe "murcha" novamente para o seu quarto e dorme.
Na manhã seguinte Anna é acordada com batidas na porta de seu quarto, era a empregada com um tom de voz alegre a chamando, era quase 8:00 h.
- Mrs. Anna venha ver o que aconteceu...
Anna mal se troca da camisola de dormir e segue a empregada que a guia para o milharal, havia imensos quilômetros de plantações derrubadas ao chão, formando símbolos redondos e retos.
Caminhando agora sozinha até em alguma parte do misterioso símbolo Anna encontra uma pessoa deitada no chão, ela se aproxima, era uma mulher usando um vestido desbotado e muito rasgado, era Sara desacordada, bastante magra olhos fundos, cabelos sem vida quase sem cor alguma, pele bastante pálida.
Sara virou novamente notícia no mundo inteiro, uma febre nos noticiários, documentários, pesquisas na internet sobre o seu caso...
Após passar por médicos, tratamentos tanto físicos quanto mentais, Sara finalmente pode voltar a ter uma vida "normal" ao lado de sua mãe e seu novo pai, Sara ficou alguns anos em observação em uma clínica especialmente pra ela, pôde sair de lá em 2020.
Algum lugar do Texas... ano de 2020, Sara finalmente se encontra preparada para o seu primeiro dia de sua nova vida ao lado da mãe que está radiante de felicidade.
Sobre a morte do rapaz que o acompanhava em 1996 e teve o corpo partido ao meio e sem uma gota de sangue, Sara dizia não saber o que aconteceu com ele, não sabia ao menos o que aconteceu com ela, Sara não se lembrava de nada após o baile de primavera em sua universidade em 1996.
Sara era doce como antes, mesmo seu desaparecimento durante esses anos e ainda sendo encontrada em um milharal sendo um verdadeiro mistério, Anna só queria viver uma nova vida com sua filha sem especular muito por onde ela esteve.
Enquanto esteve na clínica por 5 anos, Sara sempre se deu bem com sua mãe e seu padrasto, o tratava como um pai, estava sempre sorrindo, tinha bom comportamento e fazia planos para o futuro.
A primeira noite de Sara na fazenda deixou Anna um tanto curiosa ao ver que a filha antes de seu desaparecimento era vegetariana e lutava pelos direitos dos animais, agora pedindo para a empregada fazer um bife mal passado "quase sangrando" exigia Sara.
No dia seguinte Anna via Sara bebendo sangue do pescoço da galinha que a empregada matou para o almoço, assim que a empregada saiu para buscar algo na cozinha sua filha sem perceber que estava sendo observada bebia, usando uma das mãos para limpar o sangue que escorria de sua boca até o pescoço.
Anna preferiu não fazer perguntas até então, mas andou percebendo mudanças também no comportamento de Sara a cada dia, a moça parecia cada vez mais agressiva, certa noite quase matou um dos cachorros da fazenda a pauladas porque latia muito.
" -2020 é o ano em que tudo antes existia apenas em filmes passou a tornar realidade, exceto os "eternos" mistérios relacionados a ÓVNIS, mas o caso de Sara poderia finalmente ser uma resposta para esse mistério que sempre fez da humanidade diversas perguntas..."
Dizia isso um apresentador de um programa de casos não solucionados o programa passava todas as terças a noite em um canal pago, Anna desliga a tv, dizendo para sí mesma "- Quando será que essa mídia vai parar de perseguir a minha filha?"
Com o passar dos dias Anna acorda com gritos na cozinha da fazenda, era Sara e Mr.Thompson tendo uma discussão, Anna entra no meio com uma expressão de quem está chocada e desnorteada ao mesmo tempo.
O padrasto acusava Sara de matar alguns animais da fazenda, a enteada ficava agressiva com tais acusações.
-Sara a empregada viu você entrando pela cozinha de madrugada enquanto ela bebia água, você entrou toda suja de sangue pelo lado de fora, como você pode explicar isso? (Gritava Mr Thompson querendo resposta).
As roupas de sara estavam quase sempre manchadas de sangue, e não era menstruação, animais como galinhas, porcos, bodes e até uma vaca apareceram mortos na fazenda completamente sem sangue em seus corpos.
A discussão termina quando Sara da um salto único em direção a varanda e some por algumas horas no milharal, Após a volta de Sara, Anna nunca mais teve paz, brigas em seu casamento que antes não acontecia, tornou-se frequente.
Na noite da discussão de Mr. Thompson e Sara, a mesma ainda não havia mais aparecido para o desespero de Anna, que mal conseguia dormir de preocupação.
Quando Anna consegue dormir logo acorda com gritos lá fora, ela e seu marido correm as pressas até o local e encontra a empregada morta no chão com o rosto todo desfigurado.
Ao lado do corpo estava Sara que foi surpreendida com as mãos sujas de sangue, Mr Thompson em uma reação brusca consegue um forte pedaço de madeira na varanda e golpeia Sara que desmaia e é levada até o quarto onde o mesmo a tranca lá dentro.
O sol já estava nascendo e Mr. Thompson liga pra polícia para o pranto de Anna, após desligar o seu moderno celular lançado primeiro nos EUA, o homem aguarda a chegada da polícia tentando acalmar a sua esposa.
Naquele momento diversas aves de diversas espécies da região sobrevoam agitados dali como se tivessem fugindo de alguma coisa, o céu pouco alaranjado pelo amanhecer é interrompido por uma forte luz branca que se aproximava da fazenda.
Era um ÓVNI sobrevoando cada vez mais abaixo, enquanto aquele objeto voador estava parado sobre a fazenda, Anna e Mr. Thompson escutavam barulhos vindo de dentro da casa como se alguém tivesse batendo forte uma porta.
Após isso o barulho era do tipo um rosnado de um animal gripado, era alto e assustador, Anna e Mr. Thompson com medo se afastavam do som ao lado de fora.
É quando passa na frente do casal um ser meio cinza com verde muito alto, até fazia lembrar um corpo humano se não fosse pela textura da pele e as longas pernas parecidas com as de um cavalo.
A criatura usava as roupas que Sara estava usando, mas naquele momento estava rasgada, o ser caminha reto em direção ao milharal e bem de longe próximo as montanhas é visto subindo através da luz que vinha do céu naquele momento, até que ambos desaparecem em segundos.
Anna corre para o quarto aonde Mr Thompson havia trancado Sara, e lá, havia uma porta aberta, a janela de vidro também entreaberta com as cortinas balançando sobre o movimento do vento.
"-Sara não era realmente Sara, um "deles" veio ou foi enviado ao nosso planeta sem motivo esclarecido, tudo o que estudos e relatos dizem ainda é que "eles" tem inteligência superior a nossa e podem se disfarçar perfeitamente como um de nós,passando-se por uma pessoa, e que atire a primeira pedra quem ai da plateia agora confia em outro ser humano como se ele fosse realmente um ser humano..."
Dizia o apresentador do "Casos não solucionados" da tv paga ligada na sala da fazenda do Mr. Thompson em que Anna assistia, após o encerramento do programa, a mesma pega o controle e desliga a tv.
Anna abatida segura uma foto de Sara a abraçando olhando pela janela de vidro do seu quarto, ela caça cada movimento no milharal e suas pupilas sobe rumo ao céu estrelado, ainda abraçando a foto de Sara, Anna sussurra para sí mesma mas como se tivesse conversando com Sara. "- Filha, você queria ser astronauta e ver o espaço de perto, e hoje é bem mais do que isso...é uma estrela agora"
Anna perdeu as esperanças de rever a sua verdadeira filha Sara e passou o resto de sua vida acreditando que Sara foi morta pelos Extra Terrestres no espaço, e que seu corpo virou um corpo celeste no espaço...uma estrela.
"-...E se em outras eras existiam os Caça-Fantasmas, 2020 é a era Caça Extra Terrestres, após o caso do Et que se passou por Sara, os EUA reforçou a invenção de uma espécie de arma que identifica quem é humano e quem é Extra Terrestre disfarçado de humano. A "arma" foi aprovado pelo Governo americano que exige agora ser usada por policiais nas fronteiras no deserto entre o México principalmente, aonde imigrantes tentam entrar no país ilegalmente,e não perca Terça-Feira que vem, uma entrevista exclusiva com George Willians, cientista que estuda casos sobre Extra Terrestres, ele irá nos contar o que poderia ter acontecido de verdade no misterioso caso de Sara que nunca mais foi vista nem viva e nem morta..."
Finalizava o apresentador sob aplausos da plateia no programa enquanto Mr.Thompson cochilava no sofá da sala com a tv ligada, até que subitamente o sinal de transmissão do canal cai e um "formigueiro" toma conta da tela.
FIM.
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