É dia 31 de Outubro, e a noite esta caindo, acabo de chegar da faculdade, meus pais viajaram e eu vou mesmo é fazer rápido lanche, fiz um leve sanduíche e fui comendo em direção ao telefone, havia 3 mensagens na secretaria.
Uma era de Marry me convidando para a festa de Halloween que aconteceria nessa noite no colégio dela, Marry é uma garota legal, bonita e ficamos algumas vezes, Havia mais duas mensagens ambas de Jack amigo meu de datas, me convidando para a mesma festa, na terceira mensagem dizia que ficaria com Marry, sem saber que a mesma queria era a mim.
Respondi as mensagens pelo facebook inventando algo do tipo ah, não posso ir estou atolado de trabalhos da faculdade para fazer, sabia que isso não seria uma boa ideia, se eu fosse poderia causar alguma inimizade com Jack por conta de seu interesse por Marry, mas ao mesmo tempo não estava me sentindo bem sozinho em casa, o silêncio da noite chegava com rajadas de ventos.
Altas horas da noite chega, e eu estou aqui no Google pesquisando coisas sobre o dia das bruxas, por curiosidade e tédio mesmo, havia lido coisas sobre um véu uma espécie de cortina que separava o mundo material do espiritual que no dia 31 de Outubro ficava mais fino, com isso facilitando a entrada de espíritos e demônios até o nosso mundo.
É uma noite quente, a janela do meu quarto está aberta, as cortinas brancas movimentavam conforme o vento entra, notei que estava a horas em frente ao computador, me levanto para ir até a cozinha beber água, pela janela vejo alguém do lado de fora aqui no jardim de casa, os muros são baixos aqui, mas se fosse um ladrão qualquer não iria facilitar tanto feito essa pessoa que eu vejo lá fora que está meio escuro, não consigo ver muitos detalhes, mas é uma pessoa muito alta.
Pelo porte é um homem, sua veste é negra consigo ver um casaco escuro que vai até as pernas, mas não consigo ver seu rosto pois está meio escuro, não sei o que devo fazer, minha janela tem grades de segurança e em frente tem a varanda que é aberta.
O homem está bem no rumo da minha janela, parado intacto feito uma árvore, de frente para a minha janela ali sem reação a poucos metros de mim, mesmo estando ele do lado de fora, foi inevitável não entrar em pânico agora.
Se eu fechar a janela ele pode vir em minha direção, poderia estar armado, tudo que faço agora é correr direto pra sala, pego o telefone e tento agora ligar pra polícia, mas é tarde! O telefone não funciona, ele deve ter cortado a linha do lado de fora.
O que eu posso fazer agora é voltar para o meu quarto, afinal eu ainda tenho internet e posso pedir ajuda com alguém, o medo me domina, quando eu voltar pro quarto posso ter uma surpresa desagradável do bandido estar escorado em minha janela apenas me esperando.
Que falta faz meu celular agora se não tivesse no concerto após cair na privada! Entre um passo e outro vou acendendo as luzes da minha casa, é melhor ir engatinhando pro quarto feito um bebê, seguindo essa forma de me proteger chego na porta do meu quarto semiaberta vou abrindo lentamente até entrar.
Ufa! Não há ninguém na minha janela, vou lentamente até o meu computador, mas é em vão pois o infeliz deve ter cortado também a minha internet. Levanto do chão agora bem devagar, e olho em direção lá fora, mas espera...o homem não está mais lá, não consigo mais vê-lo.
Pego então a minha lanterna na gaveta do guarda-roupa e me aproximo bem devagar, beeem devagar até a janela, o silêncio do momento começa a me apavorar, então mais perto da janela começo a iluminar em direção a qual o homem estava parado, mas não vejo mais ninguém, passo a luz da lanterna em meio a plantas e sobre alguns lençóis no varal que me esqueci de retirar.
Droga! Estou com muito medo, e ainda sozinho em casa, pensei em fechar a janela mas quando aproximo a minha mão para fazer isso vejo um vulto vindo de cima para baixo no jardim, de repente vejo novamente aquele homem todo de preto com um casaco remendado, ele parecia ter pulado de cima de alguma coisa, mas no medo nem o impacto do chão consegui ouvir.
Comecei a clarear com a lanterna, mas estou muito tremulo acho que irei passar mal de tanto medo! Mas não consigo fazer mais nada além de ficar observando ele, acho que vou gritar...
- O que você quer de mim? Porque não entra logo e leva tudo e me deixa em paz? Porque não faz como os outros ladrões? Você quer brincar comigo? Me deixar em Pânico? Pois não vai conseguir!!!!
Na verdade ele já conseguiu, pensei! Foi inevitável não gritar, mas nada adiantou, ele se quer respondeu as minhas perguntas aliás ele nem se movimenta continua lá parado.
Se ele ficar lá apenas parado sem nada fazer ainda está bom, porém não posso me sentir seguro se meu mais novo inimigo não estiver sob meu olhar o tempo inteiro, mas se ele não faz nada poderia ser o Jack ou algum outro amigo meu fazendo uma brincadeira de mau gosto?
Claro que não vou correr o risco de ir lá fora né? Continuo avistando ele lá parado em direção da minha janela, pisco os olhos e o homem de preto não está mais ali, juro como poderia isso acontecer? Ele desapareceu da minha vista em questão de um segundo.
Agora só vejo as plantas e árvores balançando seus galhos com o vento, mas espera!!! Eu tranquei a porta da sala quando cheguei em casa?? Não me lembro de ter feito isso, e agora? Tranco a porta do meu quarto ou corro pra sala e confiro?
Meu cachorro começa a latir finalmente, a noite ele dorme bem na frente da porta da sala, vou correr pra sala, estou próximo da porta, meu cachorro começa a gritar como se tivesse sentindo dor, o homem quer entrar agora, a porta está destrancada meu Deus não há tempo a maçaneta da porta está começando a girar e ele vai entrar, mas consigo enfim encostar na chave que estava pendurada já no chaveiro da porta e antes que aquela maçaneta completasse o giro eu consigo trancar!
Deito agora no chão retomando a minha respiração, aqui ele não entra! Pego agora uma faca na cozinha, mas também não volto pro meu quarto, vou passar o resto da noite no quarto dos meus pais, afinal lá a janela está fechada!
Vou com a minha faca e passar no banheiro antes, acendo a luz, mas esperai...o que significa isso no espelho? Com letras feitas por alguma espécie de unha fina e aparentemente afiadíssima no espelho está escrito a seguinte mensagem "Demônios não precisam de usar a porta para entrar pro lado de dentro" após ler isso o homem de preto que estava do lado de fora aparece no reflexo do espelho e bem atrás de mim.
Fim.
Uma vez uma voz me sussurrou durante um sonho que tive, ela me dizia que eu começaria a contar para o mundo todos os segredos que há entre o céu e a terra, porém contaria todos esses segredos através de versos compostos ou talvez como mais conhecido, contos de terror, e aqui você desvenda o que existe nesse Universo paralelo, e descobre que o céu não é o limite, pois limite não existe.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Flores do Além.
Julie e Bob se casaram muito jovens, Ela cuidava dele com toda a paciência do mundo, Bob era cheio de alergias, uma delas era por abelhas, se levasse alguma ferroada parava no hospital em estado grave.
Mas Bob era romântico apesar das alergias nunca deixou de mandar flores para Julie desde o primeiro dia de casamento, ao menos uma vez por semana ele fazia isso, sempre na segunda-feira, data em que se casaram.
Julie por vez colocava as flores sempre em um vaso na varanda próximo a lavadoura de roupas, aonde Bob quase não ia, que devido a tantas alergias mandava o entregador enviar as flores em casa sempre que estava em seu serviço e Julie em casa para recebe-las.
Certa tarde de domingo o casal vai até a um parque aproveitar a folga, andando próximo ao lago e entre o bosque, debaixo de uma árvore estendem uma toalha sobre a grama e Bob deita sua cabeça nas pernas de Julie que lê alguns trechos de poesia ao amado. Um trecho de Vínicius de Moraes dizia "Quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores?"
Era uma tarde muito quente, e misturado a muitas árvores frutíferas, surge um enxame de abelhas voando por todos os lados e bem próximo ao solo, atacando assim o casal que sai correndo tentando escapar do ataque.
Porém o ataque é fatal e Bob acaba morrendo no local devido a tantas picadas, Julie para num hospital semi desacordada e é avisada do falecimento de seu amado, hospitalizada e sem condições nem pôde se despedir.
Passado alguns dias Julie tem alta e volta pra casa, aonde sente aquele vazio e um choque de realidade lhe domina, era justamente em um domingo.
A campainha toca, Julie vai até a porta mas não vê ninguém, apenas vê um buquê de flores em sua porta, confusa Julie pega as flores aonde tem um cartão, no cartão diz:
"Amor, mesmo eu tendo partido não quero que deixe de me lembrar, antes eu lhe mandava flores todas as segunda-feiras para que lembrasse do dia do nosso casamento, hoje mando aos domingos para lembrar do dia em que parti, te mandarei flores todos os domingos a partir de agora, e não tente saber como estou fazendo isso, apenas as receba, com muito amor
Bob."
Não era possível outra pessoa fazer isso pois Bob sempre mandava flores com uma assinatura especial com abreviaturas das inicias do casal, impossível de ser falsificada, e sempre ia lacrado, Julie sem entender recebeu as flores por 1 ano, até o dia em que sofreu um acidente de carro e morreu, neste dia Julie saiu cedo numa sexta-feira, e em sua porta havia recebido uma coroa de flores horas antes de morrer.
Fim.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
O Corredor da Morte.
"Não gosto do culto da morte, de um James Dean morto, de um John Wayne morto. Eu presto culto às pessoas que sobrevivem" Citou John Lennon, como eu me apaixonei por essa frase após minha experiência de morte...
Eu Jhony tinha 30 anos quando dirigia meu carro em alta velocidade por um perigoso túnel em São Paulo, lembro-me de perder o controle e começar a capotar, após isso minhas recordações são bem além do que meus olhos físicos podem enxergar.
Naquele momento não sabia de nada do que estava acontecendo comigo, conseguia ver as lâmpadas todas embaçadas como se vê gotas da chuva caindo rapidamente, parecia eu estar atravessando um longo corredor, deitado até não poder enxergar mais nada. Provavelmente as lâmpadas do corredor de um Hospital.
Por um instante me senti leve, não sentia minha respiração, não sentia meu coração batendo, foi quando eu comecei a me ver lá de cima, eu estava levitando diante de meu corpo numa maca de UTI, via e sentia a sensação daqueles médicos tentando me reanimar, lembro-me que após alguns instantes de pavor não consegui ver mais nada.
Finalmente meu coração voltou a bater, mas eu ainda não podia viver, não com meu corpo físico, passei 6 meses em coma, 6 meses suficientes para me fazer acreditar em coisas que em 30 anos não acreditava.
Comecei a vagar por um corredor, via cenas da realidade assim como junto a elas e ao mesmo tempo via cenas do além, certa noite de carnaval o hospital estava bastante movimentado, o tempo todo via médicos com macas correndo pelo corredor, entre outras pessoas desesperadas.
Nesta noite quando eu vagava, o corredor ficou extremamente vermelho diante de meus olhos é claro, boa parte da "realidade" perdeu razão pelo que chamamos de fantasia, sombras de seres corcundas, com garras afiadas começaram a andar pelo corredor agora avermelhado, havia talvez uns 3 desses seres, não sabia o que eram eles, eram sombras que passavam pelas paredes sem uma base, sem um corpo.
Na primeira vez que vi tais sombras senti medo, a minha primeira emoção a ser sentida após estar fora de meu corpo físico, mas as sombras nada me fizeram, era frequente aquilo acontecer no corredor, elas entravam em portas de alguns quartos ou salas de cirurgia e pareciam cortar uma espécie de corda invisível a olho físico, corda que ligava o corpo com a alma, quando as sombras apareciam eu ouvia muitos gritos e ranger de dentes. Até que desapareciam levando algumas pessoas.
Após 3 meses vagando por aquele corredor, encontrei com uma idosa toda vestida de branco, ela saiu do quarto, parou por um instante e ficou olhando pra mim com um leve sorriso e levando em suas mãos um pequeno buquê de rosas vermelha, até que num segundo desapareceu, fui até o quarto em que ela estava, e lá os aparelhos cardíacos que sinalizava seu coração demonstrando uma parada cardíaca, ao lado do aparelho, um armário com um vaso em cima e rosas vermelhas secas.
Comecei a ver coisas e também sentir coisas que não dá para explicar talvez com palavras, havia passado 6 meses e no dia que consegui voltar a abrir os olhos do corpo passei por uma decisão muito difícil.
O corredor ficou inteiramente vazio e silencioso as lâmpadas foram apagando uma a uma, até ficar somente 2 acesas no meio, comecei a escutar risadas de uma criança, era uma menina que aparecerá embaixo das lâmpadas acesas enquanto eu estava no escuro.
A menina usava um vestido branco, segurava uma boneca, tinha cabelos ondulados e loiros, olhos bastante azuis, porém não tinha pés, apenas levitava, e estava parada na minha frente olhando pra baixo.
Eu fui me aproximando, era uma linda menina, quando eu me aproximava ela começava a cantar uma bela música com uma voz extremamente suave, e eu me aproximava mais, eu sentia paz naquele momento.
Mas quando eu cheguei mais perto do que podia, a menina para de olhar pra baixo e fixa seus olhos em mim, ao fixar, começa a abrir um imenso sorriso e começa a gargalhar, suas gargalhadas começam a engrossar, até que a menina corre para a parte escura do corredor.
As luzes voltam a acender uma a uma, o corredor ainda está vazio, só havia eu ali, quando vi manchas de sangue em forma de pisadas ao chão, de um pequeno sapato, mas poderia ser aquelas pegadas daquela menina sem pés?
o corredor começou a girar diante de mim, eu não conseguia ver muita coisa, parecia ter uma sensação de estar tonto e ao mesmo tempo ouvir sussurros em meus ouvidos, junto a gritos, choros e gargalhadas, enfim o corredor de novo vazio.
Aparece agora uma menina vestida de preto, meio pálida, cabelos despenteados e não segurava uma boneca, essa por fim tinha pés, não estava entendendo mais nada, ela olhava pra mim me chamando pelo nome e pedindo para segurar sua mão.
Aquelas sombras corcundas e de garras voltaram a aparecer naquele instante, mas desta vez pararam sobre a porta do meu quarto, pareciam estar me esperando, a menina dizia:
- Venha Jhony, não tenha medo, confie em mim.
Se fosse a menina vestida de branco e loira talvez eu seguraria em sua mão e confiava, mas a menina vestida de preto me passava medo e insegurança, porque roupa preta? Porque tanta palidez? Porque não cantava?
Eu por fim ficava parado, as sombras começaram a tentar entrar em meu quarto e a menina me dizia que eu teria que confiar nela antes que "eles" entrassem para cortar a minha corda espiritual.
Não pensei duas vezes, não sabia o que iria me acontecer ou para onde eu ia parar, apenas arrisquei, segurei na mão daquela menina e fechei os olhos, quando fechos os olhos revivi todo o momento em que meu carro capotou, me vi flutuando sobre o túnel e no fim dele havia uma luz branca.
Mas algo começou a me puxar pelos pés, me afastando daquela luz, era uma espécie de corda me puxando rapidamente para o meu corpo, quando dei por mim acordei assutado com médicos tentando me reanimar novamente.
Foi quando acordei do meu coma, hoje estou com 40 anos,faz 10 anos que tudo isso aconteceu, e até hoje não sei explicar, mas creio que se eu tivesse acreditado mais naquela menina que vestia de branco, que tinha cabelos loiros e olhos azuis do que na menina de preto de pouca beleza talvez eu não estaria aqui para contar história, não sei...mas quando eu voltar para o vale da morte, sei que posso encontrar as duas novamente.
Fim.
sábado, 10 de outubro de 2015
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
O Último Que Sair Apaga a Luz.
Era noite de uma sexta-feira qualquer, estava eu dirigindo estrada afora,sozinho, indo embora de uma festa em outra cidade, ainda faltava muito para que eu pudesse chegar em casa e uma forte chuva começou a cair.
A intensidade da chuva só aumentava, e eu mal conseguia enxergar o que havia pela frente, além da estrada escura, mas de longe avistei algo que poderia ser um abrigo pelo menos até a chuva passar.
Eu fui me aproximando e era um posto de gasolina, estava desativado, totalmente deserto e com mato dominando, entrei com o meu carro e estacionei por ali, fazia um barulho infernal aquele encontro entre a chuva e o telhado de metal.
Deixei os faróis do carro ligado um pouco para observar melhor aquele local abandonado e meio assustador, entre um cigarro e outro me deu vontade de ir ao banheiro devido ao que bebi na festa.
Peguei uma lanterna no carro e achei um banheiro por ali, abri a porta entreaberta já e acendi a luz, "Puxa! No meio desse lugar abandonado ainda funcionava uma lâmpada no final do banheiro e havia energia", pensei!
O banheiro era grande, havia várias portas com privadas e suas portas todas abertas, a lâmpada no rumo da última cabine de privada funcionava ainda piscando, mas era o suficiente para poder enxergar o que havia por ali.
E o que havia naquele banheiro, era muita imundice, tanta que parecia ter passado alguém recentemente por ali, paredes pichadas com frases estranhas, vômito seco no chão,havia uma poça de algo avermelhado com preto e seco no chão parecendo sangue também já seco, mas pensei que poderia ser só tinta e um odor terrível e o mais sinistro: Era a frase bem na última porta a qual eu entraria.
Após usar o banheiro e virar de costas para abrir a porta,vi que na mesma pelo lado de dentro estava escrito com algo muito parecido com sangue "O Último que sair apaga a luz" confesso que mesmo parecendo macabro, achei bastante engraçado, comecei a rir sozinho e alto.
Que viagem! Hahahaha...era uma pena não ter um spray de tinta para pichar aquele banheiro também! Após a zueira fui até a pia lavar as mãos, mas ao abrir a torneira não saiu água mas sim uma pequena aranha de dentro, olhei meu reflexo no espelho manchado e meio quebrado e vi a porta da privada atrás de mim rumo ao espelho fechada.
Me virei para trás e vi do lado de baixo, dois pés ali dentro, parado, parecia alguém vestido de preto e calçado com uma bota preta, engoli um pouco de saliva e fui saindo do banheiro olhando pro rumo daquela porta, quando voltei ao posto não havia outro carro, afinal quem poderia estar ali, sem ser de passagem como eu, naquele lugar abandonado??
Não pensei duas vezes, entrei de imediato no carro e ao acelera-lo aparece um sujeito todo de preto em frente ao clarão dos faróis,em pânico não tinha visto aquele louco que poderia ser o mesmo que estava dentro do banheiro e sem querer o atropelei, foi um acidente eu pisei no acelerador sem antes te-lo visto.
Dei ré no carro no sentindo em que o cara estava caído no chão, parei o carro por um instante e vi o sujeito jorrando muito sangue, usava calça preta, a bota preta, uma blusa preta e luvas pretas, e também capuz, não dava para ver quem era, e pela quantidade de sangue que jorrava, eu havia...havia matado aquela pessoa.
Foi só um acidente, eu não tive culpa de nada, e ninguém nunca vai saber que fui eu, ou talvez nem ache tão cedo o corpo aqui nesse deserto, pensei comigo mesmo enquanto segui estrada adentro, ainda chovia e relampeava muito, mas ali eu não ficaria mas nem 1 minuto.
Chegando em casa pela manhã finalmente, lavei o que a chuva ainda não conseguiu apagar, algumas manchas de sangue, já de leve, o amasso que meu carro sofreu poderia esperar alguns dias por precaução, afinal sempre usei metrô para trabalhar mesmo! Após subir as escadas fui direto pro banheiro tomar banho.
Usando uma cueca e enxugando minha cabeça e os olhos, joguei a toalha na cama, a porta do meu quarto estava aberta, e eu lembro que deixei fechada, e eu moro sozinho, e estava muito bem fechada, achei estranho, desci as escadas conferi se tranquei as portas principais e subi novamente pro quarto, fui pro banheiro escovar os dentes, enquanto escovava olhando para o espelho notei algo de diferente na direção da porta, lentamente fui virando a cabeça ao rumo, e na porta estava escrito com sangue "Eu disse que o último que sair deveria apagar a luz".
Fim.
A intensidade da chuva só aumentava, e eu mal conseguia enxergar o que havia pela frente, além da estrada escura, mas de longe avistei algo que poderia ser um abrigo pelo menos até a chuva passar.
Eu fui me aproximando e era um posto de gasolina, estava desativado, totalmente deserto e com mato dominando, entrei com o meu carro e estacionei por ali, fazia um barulho infernal aquele encontro entre a chuva e o telhado de metal.
Deixei os faróis do carro ligado um pouco para observar melhor aquele local abandonado e meio assustador, entre um cigarro e outro me deu vontade de ir ao banheiro devido ao que bebi na festa.
Peguei uma lanterna no carro e achei um banheiro por ali, abri a porta entreaberta já e acendi a luz, "Puxa! No meio desse lugar abandonado ainda funcionava uma lâmpada no final do banheiro e havia energia", pensei!
O banheiro era grande, havia várias portas com privadas e suas portas todas abertas, a lâmpada no rumo da última cabine de privada funcionava ainda piscando, mas era o suficiente para poder enxergar o que havia por ali.
E o que havia naquele banheiro, era muita imundice, tanta que parecia ter passado alguém recentemente por ali, paredes pichadas com frases estranhas, vômito seco no chão,havia uma poça de algo avermelhado com preto e seco no chão parecendo sangue também já seco, mas pensei que poderia ser só tinta e um odor terrível e o mais sinistro: Era a frase bem na última porta a qual eu entraria.
Após usar o banheiro e virar de costas para abrir a porta,vi que na mesma pelo lado de dentro estava escrito com algo muito parecido com sangue "O Último que sair apaga a luz" confesso que mesmo parecendo macabro, achei bastante engraçado, comecei a rir sozinho e alto.
Que viagem! Hahahaha...era uma pena não ter um spray de tinta para pichar aquele banheiro também! Após a zueira fui até a pia lavar as mãos, mas ao abrir a torneira não saiu água mas sim uma pequena aranha de dentro, olhei meu reflexo no espelho manchado e meio quebrado e vi a porta da privada atrás de mim rumo ao espelho fechada.
Me virei para trás e vi do lado de baixo, dois pés ali dentro, parado, parecia alguém vestido de preto e calçado com uma bota preta, engoli um pouco de saliva e fui saindo do banheiro olhando pro rumo daquela porta, quando voltei ao posto não havia outro carro, afinal quem poderia estar ali, sem ser de passagem como eu, naquele lugar abandonado??
Não pensei duas vezes, entrei de imediato no carro e ao acelera-lo aparece um sujeito todo de preto em frente ao clarão dos faróis,em pânico não tinha visto aquele louco que poderia ser o mesmo que estava dentro do banheiro e sem querer o atropelei, foi um acidente eu pisei no acelerador sem antes te-lo visto.
Dei ré no carro no sentindo em que o cara estava caído no chão, parei o carro por um instante e vi o sujeito jorrando muito sangue, usava calça preta, a bota preta, uma blusa preta e luvas pretas, e também capuz, não dava para ver quem era, e pela quantidade de sangue que jorrava, eu havia...havia matado aquela pessoa.
Foi só um acidente, eu não tive culpa de nada, e ninguém nunca vai saber que fui eu, ou talvez nem ache tão cedo o corpo aqui nesse deserto, pensei comigo mesmo enquanto segui estrada adentro, ainda chovia e relampeava muito, mas ali eu não ficaria mas nem 1 minuto.
Chegando em casa pela manhã finalmente, lavei o que a chuva ainda não conseguiu apagar, algumas manchas de sangue, já de leve, o amasso que meu carro sofreu poderia esperar alguns dias por precaução, afinal sempre usei metrô para trabalhar mesmo! Após subir as escadas fui direto pro banheiro tomar banho.
Usando uma cueca e enxugando minha cabeça e os olhos, joguei a toalha na cama, a porta do meu quarto estava aberta, e eu lembro que deixei fechada, e eu moro sozinho, e estava muito bem fechada, achei estranho, desci as escadas conferi se tranquei as portas principais e subi novamente pro quarto, fui pro banheiro escovar os dentes, enquanto escovava olhando para o espelho notei algo de diferente na direção da porta, lentamente fui virando a cabeça ao rumo, e na porta estava escrito com sangue "Eu disse que o último que sair deveria apagar a luz".
Fim.
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