Experiências de vida marcam a nossa história, e se tem uma história que eu vivi, vou lhes contar...
Tudo começou quando eu Jhony fui até a zona rural da cidade buscar cereais, dirigia minha caminhonete solitário ouvindo música Country no rádio (talvez para entrar no clima no lugar para onde eu ia).
O sol estava forte naquele dia, mas chegando em uma longa estrada estreita de terra pude perceber que logo cairia um diluvio por aquela região, o vento ficava cada vez mais forte balançando as folhas da vegetação na beira da estrada, e o sol começara a sumir por entre nuvens escuras.
Puxa vida! Aquela estrada parecia não ter mais um fim, a fazenda que eu ia buscar milhos e soja parecia estar correndo de mim, havia árvores altas e bastante folheosas por quase todos os lados.
Enfim a chuva chega forte com toda a força da natureza furiosa, o vento me deixou apavorado diante de tantas árvores ao redor da estrada quase se espatifando seus galhos e troncos uma a uma.
E por pouco uma árvore logo a frente não cai sobre meu veículo comigo, mais atrás outros tantos galhos e muita lama, fiquei preso no meio da estrada de terra sem poder seguir em frente e nem voltar, e se permanecesse ali, as árvores ao redor podiam cair em cima de mim.
Não tive outra escolha, desci as pressas da caminhonete e senti as rajadas de vento a me empurrar, corri logo dali agora um novo perigo: desafiar raios que já matara animais por aqueles pastos.
Percorri um caminho desconhecido sobre uma vasta vegetação de milho que me fez chegar até uma casa no final, não era uma fazenda, parecia uma casa abandonada...
Me aproximei me protegendo da tempestade sobre uma varanda, gritei na esperança de que algum morador aparecesse por ali, confesso que levei o local e o estado daquela casa sob a aparência do morador, que me deu até um pouco de espanto ao imaginar aquela porta se abrindo de dentro pra fora.
Decidi insistir e bati na porta, "Toc...toc...toc..." imaginei que não seria necessário uma quarta batida, supondo que dali sairia um velho com seus 90 e poucos anos, cabelos brancos com tom cinza escondido sobre um chapéu de palha desgastado e seus dentes cerrotes.
Mas por minha surpresa ninguém abriu aquela porta, realmente o estado daquela casa era de abandono, trovejava bastante, não pensei duas vezes quando abri a porta, estava até destrancada.
Ao adentrar, pude ver que realmente não havia morador ali, mas estranho era que havia mobília, móveis desgastados, na sala tinha um sofá com dois lugares todo rasgado e em frente uma pequena estante com uma tv daquelas bem antigas.
Na cozinha havia uma geladeira enferrujada, mesa de madeira sendo devorada pelos cupins, entrei por um outro comodo, era um quarto, a cama de ferro também estava enferrujando com um colchão de molas quebradas em cima, sem energia e a tempestade que não parava mais, decidi deitar um pouco, estava ensopado da chuva o que me deixou indisposto onde acabei dormindo.
Acordei talvez 40 minutos depois com um barulho de quem estava batendo algo com madeira sobre a parede na sala, "Mas há moradores aqui?" pensei, poderia ser outra pessoa também querendo se proteger da tempestade, fui cautelosamente com passos lentos até a sala.
Fui me protegendo sobre a parede até poder descobrir do que se tratava o som, mas era a janela que abriu com o vento, notei que parte do forro de madeira havia caído na cozinha, ao fechar a janela vi na varanda uma perna de porco dependurada em uma corda amarrada sobre a madeira que sustentava o telhado.
meu coração disparou naquela hora, a perna de porco balançava sobre o vento que assoprava forte, e sangue escorria daquela perna, alguém acabou de coloca-la ali agora, fui até a porta abrindo devagar, olhei pra um lado e para o outro, e vi apenas o milharal "dançando" com o tempestivo vento.
Não era possível, aquela perna de porco não apareceria ali pendurada sozinha, e nem animais por ali havia, entrei fechando a porta arrastando aquele velho sofá sobre a mesma na esperança de estar mais seguro ali.
Logo tudo escureceria total, e a tempestade parecia só piorar, lembrei do meu celular mas quando pus a mão no bolso da minha jaqueta notei que celular ali não tinha, certamente perdi no milharal quando fugia da chuva.
Passei a sentir medo quando pensava estar protegido, foi uma sensação de que a qualquer momento escutaria o barulho da porta sendo arrombada e o sofá sendo arrastado para dar a passagem para o autor daquele pedaço de perna de porco pendurada lá fora.
Já no quarto e tremendo de frio e agora também de medo, um novo som vinha do lado de fora, passos firmes sobre o assoalho da varanda "Meu Deus é agora que arrombam a porta" pensei.
Os passos lentos e fortes se aproximava da porta, permaneci no quarto pouco iluminado, congelei, prendi a respiração e procurei esconderijo sem fazer quaisquer barulho, em baixo da cama fiquei por alguns minutos, senti bastante medo mas os passos lá fora não foram mais escutados.
Foi quando senti um cheiro estranho embaixo daquela cama, literalmente algo não me cheirava bem, foi quando senti que havia algo ali, pus a mão no objeto que mais parecia um galho seco com tecido fino e podre, sai dali e puxei o que parecia ser um galho era na verdade um corpo em elevado estado de decomposição.
Corri dali direto pra cozinha na esperança de lavar as mãos na pia, abri a torneira onde gastou segundos para sair um liquido, parecia água com um tom avermelhado, seria sangue aquilo?
Cada vez mais arrependia de estar ali, abri a geladeira na esperança de encontrar água limpa, por dentro a geladeira colecionava centenas de cabeças e crânios humanos.
Reconheci uma cabeça que ainda não havia entrado em total decomposição, se tratava de uma moça que estava desaparecida a anos, aliás não era mais tão moça, mas reconheci, era o rosto de Sara uma mulher que estava sendo procurada pela mãe e sua irmã, foi noticia internacional, e talvez um dos supostos maiores casos de abduções por Extra terrestres da história.
Porém ali na minha frente vi que Sara não foi levada por uma nave e sim morta por alguma pessoa,"Ela deve ter ficado presa aqui esses anos todos até ser decapitada" pensei alto quando ouvi a porta da sala tentando ser aberta na força.
Novamente corri pro quarto e fechei a porta segurando a maçaneta com toda a força que alguém na mira de um terrível assassino cria, finalmente a porta da sala abre, ouvi o sofá sendo arrastado e passos fundos apressados vindo justo na minha direção.
Quando os passos chegaram em direção a porta do quarto logo uma força veio a tentar puxar a maçaneta, começamos então uma "queda de maçanetas" eu medindo forças contra alguém do outro lado da porta, sabia que não conseguiria e nem podia manter aquela situação por muito tempo, logo um teria que ceder, e com toda certeza a pessoa do outro lado da porta não estava ali para desistir.
De repente a maçaneta para de se movimentar mas permaneço a segurando, nesse momento tudo volta a sua "tranquilidade" ouvindo apenas o som da chuva, me passou naquele momento um filme na minha cabeça de desde quando naquela casa cheguei, a perna de porco pendurada, o corpo fétido ali no quarto, e cabeças na geladeira, sendo uma delas a de Sara.
Voltei em mim quando uma machadada atravessa a porta no meio quase me atingindo, tentei me encurvar afastando para permanecer segurando a maçaneta, mas as machadadas danificavam cada vez mais a porta até eu deixar que abram a porta.
Pronto era o meu fim, a porta se abre e eu afasto dela, um homem usando chapéu de agricultor e vestes negras e longas surge na minha frente com o machado na mão.
Seu rosto era todo desfigurado, parecia ter sofrido queimaduras que derretera toda a pele facial, o homem dá um sombrio sorriso para mim se aproximando erguendo o machado em suas mãos.
Antes que pudesse ser atingindo consegui desviar por pouco, e isso foi acontecendo sucessivamente enquanto ele quebrava o que sobrou daqueles móveis...
Consegui correr até lá fora, já perto do milharal ainda sob forte vento e chuva acabei escorregando na lama e caindo ao chão, o homem me alcança com seu machado ainda em mãos, mas antes que ele pudesse agir gritei perguntando:
- Porque você escondeu a Sara aqui? O que fez para fazer uma pessoa se passar por ela no encontro de sua mãe?
não sabia se a pergunta era "delicada" demais para a situação, ele poderia me responder ou me matar de vez quando eu permanecia no chão caído. Até que ouço
- Ela (Sara) não estava aqui esses anos todos, eu a encontrei caída no milharal semi nua no meio de um dos símbolos que aqueles malditos deixaram por esses pés de milho, eu tive que mata-lá quando ela começou a matar meus animais para beber o sangue todo os esquartejando logo em seguida, no dia que ela quis fazer isso comigo eu a arranquei lhe sua cabeça, a dela e de tantos outros que foram abduzidos por eles e depois devolvidos, inclusive animais, eles sempre são devolvidos a origem de seus planetas, e quando eles volta, eles voltam diferentes, ou você mata eles ou eles te matam, todos estes que você viu mortos apareceram em meu milharal após serem devolvidos por Extra Terrestres...(disse o homem)
- Mas então porque está querendo me matar também, eu não fui abduzido e logo devolvido por eles, me deixe sair daqui agora que eu juro que não vou chamar a polícia (era obvio que eu ia chamar a polícia assim que saísse daquela tensão!)
- Você não pode ir embora daqui, você não se lembra de nada né? Aposto! Todos começam assim, bonzinhos, e com amnésia por alguns dias ou meses, mas logo querem beber sangue e matar animais e humanos que verem pela frente! Porque será que você sentiu tanta vontade em olhar pra aquele sangue que escorria da perna do porco que eu usei para lhe testar? Pensa que não vi é?
- Você é realmente louco cara!
Naquele momento o homem ergue seu machado o mais alto que conseguiu e quando tentou me atingir pulei do chão e corri pelo milharal encharcado, olhando logo atrás o homem corria também em minha direção cortando milharal com seu machado.
Corri o mais rápido possível até chegar em minha caminhonete, abri a porta imediatamente enquanto aquele sujeito me alcançava, antes que pudesse fechar a porta por dentro por inteiro ele me alcança com o seu machado.
Consigo enfim trancar quase perdendo a mão com uma machadada que quebrara o vidro da janela do meu veículo, não havia saída, a caminhonete já estava atolada na lama enquanto o homem dá sua segunda machadada sobre o vidro me fazendo afastar, um imenso galho da árvore cai sobre o mesmo.
Fui me aproximando devagar até o poder avista-lo e o vejo caído desacordado enquanto a tempestade já perde sua força aos poucos e eu confisco o maldito machado.
Após alguns dias fiquei sabendo que aquele homem estava internado num hospício aqui da cidade, e o caso de Sara volta a explodir mundialmente em toda a imprensa, agora porém com um final trágico.
Após investigações de policiais, médicos, cientistas e até mesmo conclusões de funcionários da nasa, juntando com os relatos daquele homem que enlouquecera, tudo indica que Tanto as pessoas mortas por ele quanto Sara, haviam sido abduzidas por Extra terrestres.
Uma espécie de DNA destes seres são aplicadas em humanos fazendo com que os mesmos tornam-se da mesma raça, porém podendo transformar em sua forma original quando bem entenderem, somente na terra, já que Segundo familiares de Sara a viram transformada e um deles antes de voltar para uma nave e sumir em seguida, deixando para trás animais de seu padrasto mortos e uma pessoa.
"-Quem de fato é abduzido e devolvido, jamais será a mesma pessoa, nem o mesmo ser, seu comportamento será agressivo e seu alimento será sangue, ou você o mata ou ele te mata, Sara estava cheia de DNA Allien e se estivesse viva, jamais seria a mesma, assim esse ano de 2020 foi declarado o fim de um mistério que levou muitos anos a respeito de Sara, e a vitória de novos resultados da ciência. Encerro o nosso programa de hoje dizendo ESTE CASO FOI SOLUCIONADO!!!" - Finalizava o apresentador do programa Casos não Solucionados apresentados todas as terças-feiras em um canal pago.
FIM.

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