Numa certa noite eu chegando no meu apartamento aonde morava sozinho encontro um convite deixado por baixo da porta, se tratava de um convite pra participar de um Reality Show,havia um endereço de uma agência a qual eu deveria comparecer no dia seguinte.
Pra mim o endereço e a agência eram desconhecidos,chegando lá tudo parecia normal, havia outras pessoas que assim como eu recebeu também o convite, homens e mulheres jovens belos, todos iriam participar.
Fomos todos encaminhados a uma sala e lá passadas todas as informações, se tratava de um Reality Show com um prêmio para quem chegasse na final,contudo o suposto Reality seria também um teste, uma pesquisa e estudo do comportamento humano, tudo transmitido por câmeras na internet em tempo real, 24 horas.
Não pensamos duas vezes, podia ser aquilo uma oportunidade de voar mais alto em minha carreira e se conseguisse chegar na final iria ganhar muito dinheiro pensava eu.
Ficamos alguns dias presos em um hotel até sermos encaminhados a casa de confinamento, era uma casa imensa, uma mansão no meio do nada, havia ao redor da casa apenas uma floresta e nada mais, antes de entrar um homem nos diz que na casa teremos de tudo, que apesar de ser um meio de pesquisa cientifica do comportamento humano, o Reality seria cheio de surpresas e venceria quem ficasse na final,porém não foi revelado o valor do prêmio.
Entramos em fila indiana 3 caras e 3 garotas, escolhemos nossas camas, havia dois quartos e três camas em cada um, as garotas obvio em seus quartos...
No primeiro dia tudo era normal, nos conhecemos, passamos a tarde na piscina, mas a noite coisas estranhas começaram a acontecer, as 3:00 da madrugada acordamos com uma das garotas gritando desesperada, corremos até o quarto ela estava muito aflita e descontrolada disse que sentiu alguém puxando lhe os pés, as outras garotas negaram ter feito qualquer brincadeira.
No café da manhã sentamos na mesa da cozinha e alguém já havia preparado o café, estávamos todos em silêncio comendo e bebendo, até que Jack começa a passar mal caindo da cadeira tendo uma convulsão ao chão, gritamos por socorro mas o estranho é que nenhum dos responsáveis do Reality apareceu.
Tentamos correr até o jardim da casa mas o pior de tudo era todas as portas e janelas da casa trancadas, se quer conseguimos arrombar alguma porta.
Nosso colega Jack já estava ali morto no chão, foi quando sentimos que entramos em uma verdadeira cilada, seria algum tipo de "Jogos Mortais"?
Passado alguns minutos lembro de desacordar, quando recuperei os sentidos estava eu amarrado em uma cadeira parecida com aquelas de um dentista, eu e os meus outros colegas, num lugar parecido com um laboratório que tinha um cheiro muito forte de alcool. E também, acredite, havia pedaços de membros humano dentro de vidros...
No laboratório havia também aquários com animais parecidos com monstros, haviam misturado e modificados espécies ali,Na frente de nossas cadeiras havia uma mesa metálica e lá deitada e amarrada dos pés a cabeça a garota que disse ter sentido puxar seus pés na madrugada, sua boca também estava colada com fitas...
O laboratório que ali estávamos era bem do estilo morte em cadeira elétrica e mal iluminado, de repente a porta abre lentamente e o que entra não é um era ser humano, mas também não era um animal, muito menos alguém fantasiado...
Era um ser vestido de branco calçando botinas pretas, algo meio humano meio monstro, bastante alto e magro, seu rosto era todo remendado como se fosse feito a costura,e coberto com máscara de médico,e em suas mãos segurava um imenso machado.
Seus olhos havia uma cor fraca e pele bastante pálida, ele se aproximou da mesa metálica e num golpe certeiro corta a cabeça da garota que voa parando em meu colo, eu vivia naquele momento um filme de terror, a cabeça da guria caiu em meu colo com os olhos abertos olhando para mim, gritei muito, mas estava amarrado não conseguia tirar a cabeça da menina de cima de mim.
Foi quando aquele ser alto fora do comum veio lentamente em minha direção e a menina que estava do meu lado implorando para que a deixasse sair dali, então aquele assassino com sua roupa branca coberta com o vermelho de sangue bruscamente ou melhor em um piscar de olhos estava ali perto de mim diante da garota apavorada, sim esse tal ser tinha uma agilidade difícil de acreditar, mas em um segundo ele conseguiu em um único passo com aquelas longas pernas sair da distância que estava até a garota.
De perto percebi que ele possuía garras ao invés de unhas, seus braços eram longos e finos, em uma de suas afiadas garras havia uma agulha ele aproximou o rosto do rosto da garota que estava em choque e injetou algo através daquela agulha em seu pescoço, a garota começou a espumar pela boca até que...morreu!
Após esse ato o assassino olha bem pra mim, "puxa, é a minha vez, agora é o meu fim" pensava eu tentando me controlar, seu olhar gélido cai sobre a cabeça da menina que ele matou primeiro caída sobre meu colo e num gesto frio a joga pra um outro canto do laboratório.
Ninguém sabia mais o que poderia acontecer, naquele dia mais nada aconteceu, aquele ser horroroso simplesmente sai pela porta e nos deixa ali amarrados naquelas poltronas.
O tempo passava e eu sentado e amarrado ali comecei a imaginar como um prisioneiro de um outro país se sente quando está na fila na beira de uma execução para pagar pelos seus crimes, injusto porque não era o meu caso, eu só queria ser muito mais, ser um modelo mais reconhecido e ganhar mais dinheiro, mas ali naquele laboratório mal iluminado fedendo a sangue e ao começo de decomposição dos corpos de nossos colegas mortos, via meu sonho apodrecendo junto com aqueles corpos.
Talvez de cansaço consegui dormir um pouco enquanto mais nada acontecia, lembro-me de acordar com os berros do outro rapaz que tentava se desamarrar, eu e unica garota sobrevivente imploramos para que ele se acalmasse, mas nada adiantava, o cara estava descontrolado demais para nos ouvir.
Novamente a porta abre lentamente e aquele ser grande, magro e vestido de branco com manchas de sangue entra novamente, sempre com uma máscara de médico cobrindo-lhe parte do rosto, desta vez com uma lata parecida com de tinta na mão, mas não, não era tinta, com luvas em uma mão e abrindo a lata com as garras de outra o assassino joga algo no nosso colega, que grita cada vez mais, a medida que o produto era jogado nele seu rosto começava a derreter, e sua roupa meio que a queimar até sobrar dele apenas uma caveira com poucos pedaços de carne queimada por ácido.
O cheiro estava insuportável, eu e a outra garota viramos a cabeça pro chão e começamos a vomitar sem parar,a garota estava mais perto ainda do cara, consegui conter meu vômito mas ela não, ela começou a vomitar sangue, era o cheiro forte do ácido que ela respirou sem máscara e perto de mais que a fez mal.
Vomitou tanto sangue que acabou morrendo, eu tentei me controlar, não gritar nem reagir pois percebi que quem reagia era de imediato executado feito um animal no abatedouro sem dó, lembro de me sentir fraco naquela hora e minha visão se embaçar, via o assassino de pé parado a alguns metros do laboratório olhando para mim.
Aquele lugar estava um verdadeiro cenário de horror, sangue pelo chão e paredes daquele laboratório sem janela sem nada com apenas uma porta de aço, havia ratos gigantes de olhos vermelhos presos em gaiolas, um cheiro insuportável de produto misturado com cheiro de carne podre, e todos ali mortos, em decomposição, ou sem cabeça, o que vai acontecer comigo agora?
O assassino em um único passo chega perto de mim, eu já estava preparado para morrer naquele momento,concentrei nas batidas do meu coração pois sabia que seriam os últimos, e senti aquela coisa horrorosa de outro mundo me aplicando algo no meu braço, comecei a ficar cada vez mais fraco até não enxergar mais nada, fechei os olhos apenas.
Lembro agora de acordar em um outro lugar, estava eu deitado em uma mesa de cirurgia e amarrado da cabeça aos pés novamente, eu estava nu, sentia aquela mesa de aço gelada, vi uma mesa do meu lado cheia de ferramentas as quais jamais seriam utilizadas na medicina, havia alicates, e outras ferramentas horrorosas, e logo acima da minha mesa em direção ao meu abdômen tinha uma cerra redonda daquelas que usa em marcenarias.
De repete aquele ser aparece novamente e liga uma forte luz sobre o meu rosto, viro o rosto pro lado e vejo barras de ferro como apoio de ganchos pontudos por todos os lados, Meu Deus a minha morte será a pior, pensava eu que novamente desacordo.
Não lembro de mais nada, nem sei o que aconteceu, eu acordei agora na sala da casa do tal Reality Show, a casa estava vazia eu estava vestido com uma roupa de cirurgia, sentia algo diferente em mim que algo tivesse mudado mas não sentia exatamente dor.
Levantei do chão e me deparei com um espelho do meu tamanho na cozinha, fui aproximando bem devagar e lá havia uma mensagem escrita com batons das garotas que foram mortas.
"Rafael, parabéns você foi o último e teve a chance de sobreviver pois apenas queríamos estudar o comportamento humano e você foi o único que se controlou, por favor não se olhe no espelho, pois aquele senhor vestido de branco do laboratório foi vítima de erros cirúrgicos na tentativa de beleza, você nunca mais vai ouvir falar de nós."
A mensagem ocupava todo o espelho quando terminei de ler fui me olhando de baixo pra cima do espelho, e o que eu vi não era a mim e sim a imagem de um monstro, meus olhos verdes perderam a cor, meus dentes arrancados, meu rosto mudado geneticamente.
Após sair daquela casa salvo, a policia cercou e invadiu o local com helicóptero e tudo, não acharam pistas daquele psicopata, apenas um lugar abandonado e restos mortais, o laboratório daquela tortura toda ficava no porão da casa,a agência que nos enganou também estava abandonada, eu que já nem lembro mais do meu rosto de quando eu era um belo modelo, jamais iria lembrar do rosto das pessoas que nos fez parar lá.
(Atualmente Rafael vive em observação e tomando remédios, fez diversas cirurgias reparadoras no rosto mas nada que fizesse ser quem ele era antes, e costuma ter pesadelos com o assassino de branco, que nunca foi visto antes até então relatado apenas por ele sobrevivente do laboratório).

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