sexta-feira, 19 de junho de 2015

A Besta (Parte I)



Pluckley, Inglaterra, ano de 1950, pequeno vilarejo rodeado por uma imensa floresta, a qual a fauna é escassa; o silêncio é aterrorizante; e a composição é rochosa, fria e cheia de cavernas, A floresta apesar de sombria era a principal beleza natural que existia naquele lugar, turistas de todo o mundo lotavam o principal hotel, e assim crescia o vilarejo, gerando também emprego.
Nos 2 últimos anos tudo mudou, turistas começaram a sumir dali, tudo isso devido a estranhos fenômenos que passou a ocorrer, estranhos efeitos sonoros se ouvia de todo aquele vilarejo, sendo que o som vinha da floresta, parecia ser um animal (a principio), era muito assustador e bastante alto, parecia algo de outro mundo.
As aves que migravam por aquele verde todo, passaram a ficar cada dia mais agitados, pareciam fugir dali, alguns outros animais da região que também se habitavam na floresta passaram a aparecer mortos ao redor do vilarejo, suas carcaças parecia de um ataque de algum animal felino selvagem, mas por ali não havia tal espécie.
A cada dia que passava o som que vinha daquela floresta parecia mais perto dos habitantes do vilarejo, um dos habitantes de lá era a família Bristol, Anthony Bristol um pai de família, vive da caça na floresta, casado com Annie, o qual juntos tem dois filhos, Adam de 23 anos e Catherine de 18 anos.
A esposa de Anthony aconselhou o marido a parar com a caça até descobrirem que tipo de ser surgiu por ali, porém o homem sabia que não podia parar pois vivia daquilo. A família Bristol são os moradores mais próximos da floresta, seu filho mais velho sempre acompanhou o pai em suas caças, Catherine a filha mais nova e rebelde sempre sonhou em completar sua maioridade, e também sempre namorava escondida dos país e do irmão em um canto da floresta.
Desde então Pluckley passou a não ser mais a mesma,sentia-se odor de animais mortos de longe e ao cair da noite, assim que começava a escurecer que era a hora em que mais se escutava aquele terrível rosnado vindo da floresta, o vilarejo ficava praticamente deserto, crianças sumiam da pracinha, beatas religiosas iam a capela mais cedo para rezar, Porém dois jovens ali pareciam temer o fato.
Era Catherine que recebera no colégio um bilhete de um colega de sua sala convidando a moça para "dar uma namorada" quando fosse escurecer justamente em um dos acessos a floresta, a jovem que saiu de casa no meio da tarde enquanto seu pai e irmão estavam ausentes, aproveitou e enganou a mãe dizendo que ia encontrar uma amiga, já era noite, Anthony e Adam chegam e perguntam pela garota.
Enquanto isso ali num canto da floresta estava Catherine e seu colega de classe deitados na folhagem, trocando juras de amor e olhando o luar tampado pelos galhos das árvores, pareciam esquecer a hora, o mundo, e o perigo, pois o casal escutou passos fortes que pareciam de uma imensa aberração, galhos ali perto se quebravam, ouvia-se também gemidos que pareciam de animais noturnos sendo atacados.

-Mas que diabos é isso? (disse o rapaz).

-Não sei mas eu estou com muito medo, vamos sair daqui agora!

Nesse momento o casal que havia se afastado do trilho que levava de volta ao vilarejo começam a correr, aquele ser estranho estava cada vez mais próximo, a pouca iluminação da lua mostrava um imenso ser contorcido e peludo, no escuro dava para ver seus imensos olhos vermelhos, seu rosnado era alto, não sabia o que era aquilo, parecia um ser de outro mundo, é a partir dai que Catherine se arrepende de suas teimosias e suas aventuras por ali, quando estavam correndo a jovem escorrega e caí.
O garoto que ali estava com ela volta e tenta ajuda-la, porém quando se aproxima aquela imensa criatura contorcida e de movimentos ligeiros numa só bocada joga a jovem a alguns quilômetros de altura parecendo rasgar a moça por inteiro, o rapaz sem reação tem o mesmo fim, por alguns minutos quando aquilo ocorria, moradores do vilarejo em silêncio pararam para ouvir de suas casas todos aqueles gritos e rosnados, era uma noite de terror em Pluckley, todos sabiam que estavam acontecendo ali uma tragédia.
A família Bristol por morarem mais perto da floresta reconheceram os gritos de sua membra mais nova, o desespero e choro continha naquele momento, de repete, um silêncio atormentador faz com que o pai de Catherine desesperado sai com sua espingarda na mão rumo a floresta para buscar a filha, Adam o filho mais velho acompanha com uma tocha acessa, a busca leva poucos minutos, quando ambos retornam a casa com o corpo da jovem totalmente desfigurado, parecia uma carcaça de um animal, só a reconhecia por uma parte de seu rosto estar intacta.
O corpo do rapaz foi deixado na floresta, no desespero daquela família que acabara de perder um membro por alguma criatura que até então não existia nem ali nem lugar algum do mundo era tão grande que fez com que o pai da jovem se revoltasse e jurava matar aquela criatura naquela mesma noite.

-É hoje e é eu que vou dar um fim nesse animal ou seja lá o que for isso,
ele acabou com o meu tesouro, a minha única filha mulher que sempre sonhei, e eu vou acabar com ele. (diz Anthony com uma expressão de choro e ódio ao mesmo tempo).

Annie sua esposa implora para que seu marido não entre na floresta pois sabe que pode ter o mesmo fim, é quando aquele rosnado se aproxima, e ali aparece aquele ser, imenso, com sua pelagem banhada a sangue e um cheiro insuportável de podridão, é quando Anthony com a espingarda na mão rumo a criatura ordena para que sua esposa e seu filho entrem na casa e tranquem a porta.
De fato é o que ambos fizeram, quando tudo que se escutava era os tiros da espingarda e aqueles rosnados da tal criatura distorcida e de olhos vermelhos, um silêncio novamente toma conta, é quando Adam resolve abrir a porta lentamente, ouvia-se agora o ruído da porta abrindo aos poucos, assim que abre, a primeira coisa que Adam vê é seu pai, ali no solo há alguns quilômetros da casa, o corpo estava dividido, da cintura pra cima estava em um lado, as pernas pararam num galho de uma árvore por ali, e a espingarda do caçador totalmente quebrada.

-Mãe, não venha aqui, não veja isso, o papai...

Assim que Adam tenta narrar o que ali estava vendo, Annie chora desesperadamente, por impulso e inconformada com duas perdas na mesma noite corre em direção ao corpo do marido, quando a traiçoeira besta ataca também a mulher, parecia que aquela criatura queria mesmo era acabar com todos os Bristol, Adam imediatamente fecha a porta e a tranca, sabia que depois do ataque vinha um silêncio, aquele que era traiçoeiro.
O jovem em pânico tentando se controlar observa toda a casa vazia, a comida que sua mãe ali fazia no fogão a lenha a alguns minutos atrás já estava queimando, tudo era pra ser uma noite normal, em que ele e seu pai chegam da caça, e sua mãe serve o jantar para todos os 4 reunidos na mesa, Adam não acreditava no que estava acontecendo, acabara de perder sua família de forma brutal por um ser nunca antes visto.
O silêncio novamente toma conta, e Adam sentado ao chão da cozinha olha para as janelas de vidro rumo a escuridão lá fora, as velas que iluminavam a casa lacrimejavam assim como seus olhos, o único que ali sobreviveu do ataque da besta da floresta, quando o silêncio é interrompido por passos fortes e rosnados que pareciam se aproximar da porta da cozinha, num instante Adam se afasta rastejando devagar pelo chão, alguns segundos todo aquele barulho para novamente, até que de uma única vez a porta é arrancada em um só golpe.
É quando Adam fica frente a frente com aquele monstro, que fica ali também parado observando o medo do rapaz que também via melhor aquela criatura, com pernas e patas parecidas com as de um cavalo, pelos sujos,conseguia agora ver também dois chifres imensos,dentes afiados e olhos assustadores e vermelhos.

-Por favor, não me machuque, não me mate, por favor, não...não nãa...Aaaaahhhhhhhh!!!!!

Pluckley, Inglaterra, ano de 2014, Um vilarejo atualmente abandonado, completamente cheio de turistas explorando toda a fama de vilarejo mau assombrado, desde da passagem da besta, que matou uma família inteira numa só noite, que então nunca mais foi vista ali. A casa dos Bristol ainda é mantido e é a mais disputada pelos turistas da era atual, Catarina, jovem brasileira é uma das turistas que acabara de tirar fotos naquela casa onde houve a tragédia, assim que voltou a São Paulo, sua cidade, foi editar as fotos da viagem, foi ai que percebeu que havia em uma das fotos tirada na casa algumas pessoas distorcidas que no momento que foi tirada a foto não estavam lá, na floresta perto da casa onde também tiraram fotos apareceu outro fato estranho, parecia um rapaz também meio distorcido que também não estava ali no ato.

CONTINUA...


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