Os Clarck sempre foram ricos e seu sobrenome tradicional na região em que moravam na Inglaterra, o casal viveu algum tempo se amando as escondidas do pai da moça e de quem quer que seja, Esmeralda era completamente apaixonada por Cristovão, porém o rapaz era só um pobre empregado da fazenda que viviam os Clarck.
Era um amor proibido, somente a italiana Anastasia, cozinheira da família sabia e ajudava os dois a se encontrar ao calar das noites.
Certa noite o casal adormece no seleiro da fazenda, e são surpreendidos pelos peões junto ao pai da moça com a expressão completamente furioso, a mando do patrão os peões levam Cristovão dali, o pai de Esmeralda fecha a porta do celeiro aonde estão apenas os dois, lhe tira a cinta e agride a filha sem dó.
O viúvo não conforma ver que a filha fez amor com um mero peão, a tranca no seleiro, enquanto os outros peões agridem Cristovão que por um descuido corre e monta num cavalo preto fugindo em direção as montanhas repleta de floresta.
Mas é em vão, na floresta é pego, o pai de sua amada deixa que ele diga suas últimas palavras.
- Vocês vão me matar, mas nunca vão me proibir de amar Esmeralda, eu vou voltar para busca-lá, e voltarei montado nesse mesmo cavalo preto, e antes de morrer, eu amaldiçoo o senhor e toda a geração de sua família que chegar, exceto Esmeralda que virei buscar.
Em um golpe de foice os peões arrancam-lhe a cabeça, que cai ao chão enquanto o pescoço vira uma fonte de sangue, o patriarca dos Clarck manda matar também o cavalo que o peão jurou voltar cavalgado após a morte.
- Ele jurou em seu cavalo voltar, mas darei trabalho a esse infeliz, terá de voltar a pé! (debocha)
Com uma estaca fincada a cabeça, Cristovão é levado pelo pai da moça, o sangue escorre pelos braços, e a sensação é de vitória quando finca a estaca com a cabeça do homem no chão. O corpo foi deixado na floresta, queria engordar os urubus, dizia o homem.
Esmeralda é liberada do seleiro, e levada a força pelo braço até a cabeça de seu amado.
- Isso é o que sobrou desse maldito, minha filha, agora trate de esquece-lo, eu vou jogar a cabeça dele no rio, para que possa ser levado para bem longe daqui.
Sete dias após a morte de seu amado, a filha do perverso homem é consolada por Anastasia que lamenta muito, e tenta convencê-la a comer, mas a moça não quer saber mais de viver, seu pai só pensa em arrumar um noivo para a filha que nem percebe que jovem está se matando aos poucos.
Naquela noite uma forte chuva chega a região, trazendo junto uma tempestade fora de época, os empregados da fazenda foram dormir, mas Esmeralda chorava na janela olhando os raios cair nas montanhas, enquanto seu pai tomava uma taça de vinho perto do quadro de sua falecida esposa que ficava no centro da sala.
A porta da sala que era de uma resistente madeira e que estava trancada se abre repentinamente com um forte vento, que se adentra por toda a casa derrubando vasos, e movimentando cortinas, a lareira quase apagou em consequência ao forte vento, o patriarca sentiu um imenso gosto de sangue em seu vinho naquele instante, deixando a taça cair.
Pela porta entrava um homem vestido com uma capa preta, o homem não tinha cabeça, e estava montado num cavalo preto que estava em alto estado de decomposição. O Sr. Clarck achou que havia bebido demais e não conseguia acreditar que Cristovão cumpriu o juramento de voltar após sua morte para buscar a amada.
Esmeralda e todos os funcionários da fazenda vão até a sala após escutar o barulho da porta, ninguém tem reação, apenas Esmeralda que sorri e vai em direção ao cavaleiro. Que a leva junto ao cavalo sumindo em direção as montanhas.
Com o passar dos anos o Sr. Clarck pagou por toda aquela maldade, raramente estava saudável, vivia infeliz e sozinho, o resto da família parecia urubus em volta do homem, esperando sua morte, não para devorar sua carcaça, mas sim sua fortuna que por fim estava amaldiçoada por Cristovão, quem ficasse com aquela fortuna terminaria a vida com problemas de cabeça, assim como Sr. Clarck faleceu após viver muitos anos, não literalmente, mas morreu sem cabeça.
Na década atual dizem que o cavaleiro sem cabeça ainda assombra a região a cada sete anos, a última vez fora visto em 2014, montado numa caveira de cavalo e carregando uma moça com vestes claras e pele pálida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário